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Diagnóstico do clima no Brasil aponta maior volume de chuvas no mês de setembro

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O mês de setembro foi marcado por um maior volume de chuvas em comparação aos meses anteriores, principalmente nas regiões Norte e Sul (veja Mapa 1).

Isso elevou o armazenamento de água no solo na metade Sul dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, como mostra o Mapa 2.

As temperaturas também mostraram tendência de elevação natural da estação, com médias bastante elevadas no Tocantins, norte de Goiás e noroeste do Mato Grosso (mapas 3 e 4).

O tempo e a agricultura brasileira – No sul de Minas Gerais, as chuvas foram suficientes para induzir o florescimento dos cafezais. No Paraná, a segunda florada do café deve também estar chegando por conta das chuvas da última semana, o que sinaliza para uma safra com bons níveis de produtividade para 2019.

O vazio sanitário terminou no estado do Mato Grosso no dia 16 de setembro. Porém, as chuvas chegaram ao Mato Grosso apenas no final de setembro, o que deve permitiu o início da semeadura mais precocemente em relação à safra passada. Registros apontam que aproximadamente 80 mil hectares já foram semeados nessa safra, enquanto que a safra passada tinha apenas 12 mil hectares na mesma época. Este adiantamento deve favorecer ao cultivo de algodão em segunda safra, que deve ser semeado dentro do período mais adequado para a cultura.

Já no Paraná, o plantio de soja começou no último dia 10 e os produtores aproveitaram o aumento das temperaturas e as boas condições de umidade do solo decorrente das chuvas bem distribuídas e em quantidade suficiente observadas em setembro. Esta condição de tempo vem favorecendo a germinação e emergência das lavouras paranaenses e mantém favoráveis as perspectivas para a safra de verão no Estado.

Os bons volumes de chuva nos Estados de Rio Grande do Sul e Santa Catarina também mantiveram a elevada umidade do solo (Mapa 2) e, com isso, garantiram condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras de trigo. Porém, para a cultura do arroz a chuva representou dificuldades no preparo do solo e plantio devido à elevada umidade do solo e das chuvas continuas, que prejudicaram o trabalho de campo e mantiveram elevado o risco de compactação por conta do tráfego de máquinas.

Cana-de-açúcar – As chuvas que atingiram o norte do Paraná, sul de São Paulo e sul do Mato Grosso do Sul causaram paralisações momentâneas na colheita da cultura. Isso, contudo, não deve prejudicar o andamento da safra, uma vez que a seca observada entre abril e agosto permitiu um avanço expressivo no ritmo de colheita. Essas chuvas na faixa Sul de São Paulo foram suficientes para reverter pelo menos em parte os efeitos da seca. No norte do Estado, contudo, a situação ainda é crítica, explicando as elevadas perdas projetadas pelo Sistema Tempocampo (polígonos vermelhos do mapa 5), cobrindo as regiões de Ribeirão Preto, Franca, Pradópolis e Serrana.

Fonte:  ESALQ – Sistema TEMPOCAMPO

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