Ganhadores do Prêmio Nobel criticam ataque do Greenpeace à transgênicos

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Mais de 100 ganhadores do Prêmio Nobel, principalmente das áreas de Química e Medicina, assinaram uma carta aberta contra o Greenpeace por sua rejeição aos alimentos transgênicos. O texto pede que a organização ambientalista “abandone sua campanha contra os organismos geneticamente modificados em geral e o arroz dourado em particular”.

O arroz dourado (golden rice) é uma variedade modificada geneticamente por técnicas moleculares, de modo a torná-la capaz de produzir betacaroteno, um precursor da vitamina A, componente essencial da molécula de rodopsina, encarregada de absorver os raios luminosos que incidem na retina. No mundo, meio milhão de crianças por ano ficam cegas por deficiência de vitamina A. Uma vez instalada a perda total da visão, metade delas vai a óbito em 12 meses.

Na carta, os laureados afirmam que “O Greenpeace tem encabeçado a oposição ao arroz dourado, que tem o potencial de reduzir ou eliminar grande parte das mortes e doenças causadas pela deficiência de vitamina A, que ceifam as pessoas mais pobres da África e do Sudeste Asiático. Quantas pessoas pobres precisam morrer no mundo antes de consideramos isso um crime contra a humanidade?”, perguntam-se.

Os autores apresentaram seu manifesto na manhã desta quinta-feira através do site supportprecisionagriculture.org.

Em nota emitida pelo Greenpeace, Wilhelmina Pelegrina, ativista do Greenpeace no Sudeste Asiático disse que “as empresas estão promovendo o arroz dourado para abrir o caminho para a aprovação mundial de outros cultivos geneticamente modificados mais rentáveis”. Segundo ela, o arroz dourado não demonstrou ser eficaz para solucionar a deficiência de vitamina A.

 

*Com informações do El País

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