Audiência pública do Senado Federal debate sustentabilidade e inovação na agricultura

O evento faz parte do ciclo de palestras e debate da comissão de agricultura e reforma agrária

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Já virou tradição nas sextas-feiras da Expodireto as audiências públicas promovidas pelo Senado Federal. Comandada pela senadora gaúcha Ana Amélia Lemos, o auditório central do parque virou palco de uma discussão sobre sustentabilidade e inovação na agricultura.  Já no começo da audiência, a Senadora indagou ao presidente da Fetag RS, (Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul), Carlos Joel da Silva, sobre quais os gargalos que impedem a agricultura familiar de obter mais rentabilidade.

Em resposta à Senadora, o presidente comentou que quando se pensa em inovação na agricultura e por consequência em tecnologia, não se imagina que o pequeno produtor também pode usá-la. “O agricultor familiar, considerado pequeno, também usa a tecnologia, que está presente nas sementes e nas máquinas por exemplo. O que falta para o produtor ter rentabilidade através dessas tecnologias é a informação, falta assistência técnica, falta a informação da pesquisa”, ressaltou.

Ainda de acordo com Carlos, os gargalos passam por dois detalhes: os custos elevados de produção e os preços baixos praticados. “Se não mexer nesse modelo produtivo, que eleva os custos de produção, nós não vamos nos tornar competitivos. No RS mais ainda.  Quando se discute tecnologia e sustentabilidade, tem que debater isso. Como falar para o produtor que ele não pode ir para o Uruguai comprar um produto mais barato?”, indagou.

Para a Senadora Ana Amélia, nada adianta as Universidades ou entidades como Embrapa possuírem conhecimento se o mesmo não é repassado ao produtor rural na mesma intensidade em que é realizado.

Foi frisado durante a audiência, que contou com participação do secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo, a questão da sustentabilidade ambiental como fator importante para a geração de renda.  “Temos o programa estadual de conservação do solo e da água, para que o produtor se conscientize de que as duas principais matérias-primas precisam ser levadas a sério, sem um solo adequado o produtor não vai conseguir uma boa produção”, finalizou.

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