Trigo: união e planejamento para voltar a crescer

Rio Grande do Sul é um dos estados que mais sofre com a redução na área plantada do grão

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Ana Cláudia Capellari – Destaque Rural

Em 2017, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil passou pela pior safra de trigo dos últimos 10 anos. No ano passado, a produção nacional do grão somou 4,2 milhões de toneladas, quase 40% a menos do que em 2016.  Ainda de acordo com o Instituto, tanto o trigo como outros cereais de inverno vêm apresentando repetidas quebras de safra, em função de problemas climáticos. Não somente os problemas climáticos desanimam os produtores, os problemas com o mercado também. Os gaúchos, por exemplo, em 2017, reduziram a área do grão em 10% por conta da baixa rentabilidade.

Para o consultor sênior da Trigo e Farinhas, Luiz Carlos Pacheco, é necessário um planejamento de 10 anos para fazer com o que setor tritícola gaúcho aumente e volte ao patamar de produção de 2 ou 3 milhões de hectares. “Só que antes de aumentar a área, temos que ver os mercados, onde será vendido esse trigo. Alguns mercados, como por exemplo, o leste e o sul da África, compram o cereal dos Estados Unidos a um preço alto, é preciso entrar nesse mercado”.

Pacheco reforça que o produtor deve, dentro da sua capacidade, utilizar cultivares de trigo que sirvam especificamente a uma finalidade. “Utilizar um trigo que sirva exatamente para o que os moinhos ou a indústria precisa, um trigo pão ou que sirva para as bolachas”.  De forma geral, o consultor acredita que é necessário unir esforços no Rio Grande do Sul para melhorar a situação. “No Paraná, três cooperativas se uniram para oferecer aos produtores rurais melhores condições e juntos poderem pressionar as indústrias, é necessário união e planejamento”, finaliza.

 

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