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Na Expodireto, Blairo Maggi diz que não há ambiente político para nova negociação do Funrural

Em coletiva de imprensa, ministro de Temer reforçou o caráter reformista do atual governo

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Ana Cláudia Capellari – Destaque Rural

Em visita nesta quinta-feira (08) a Expodireto, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Blairo Maggi, em entrevista coletiva, falou sobre a polêmica da cobrança Funrural, que envolve produtores e governo federal. Para o ministro, ainda não há espaço para novas negociações. “A única alternativa que tem é a derrubada dos vetos que o presidente Michel Temer fez, para reestabelecer aquilo que foi concordado, ou que foi possível negociar naquele período das negociações”.  O tema foi alvo de cobranças ainda na abertura da feira (05), onde o presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, reforçou a importância da União em zerar o passivo da dívida.

Em relação a Expodireto, o ministro comentou que a feira é sinônimo de inspiração para diversos produtores rurais e empresários. Destacou também o protagonismo da feira em discutir temas importantes para o agronegócio. “É um espaço de discussão entre produtores, é um ambiente além de bom economicamente, muito agradável no visual, muito bem organizado”.

 

Permanência no ministério

Blairo é um dos poucos ministros de Michel Temer que escolheu não concorrer nas eleições de outubro deste ano e permanecer no governo. Como justificativa, o ex-senador afirmou que quer dar continuidade ao trabalho feito no MAPA. “Se eu saísse agora, no dia 07/04, nós teríamos um novo ministro até o dia 31 de dezembro. São pouco mais de nove meses, uma descontinuidade de tudo o que foi feito. Eu sou do setor, eu sei o quanto isso incomoda e atrapalha”, explicou.  A modernização do sistema de inspeção será revista e o que puder ser retirado do poder público e passado para a iniciativa privada será estudado.

 

Apoio ao governo Michel Temer

Quando questionado sobre se seria fiel ao governo do presidente peemedebista, Maggi ressaltou que, apesar do governo não ter apoio popular desejado, as reformas que foram realizadas indicam que a proposta de Temer é fazer um governo técnico, sem dividendos políticos.  “Posso dizer com toda a tranquilidade que nenhum governo dos últimos anos, 15 ou 20 anos, tem a determinação e está fazendo as mudanças que o presidente Michel Temer faz. Se não fizemos mais, foi por causa de algumas coisas extra governo que acabaram atrapalhando. A história vai mostrar o quanto esse governo foi importante para as vidas das pessoas”, disse.

 

Plano Safra

Sobre o Plano Safra, o ministro destacou que a taxa de juros será menor do que as que estão sendo praticadas hoje. No entanto, não pôde divulgar de quanto será a redução. “O secretario Neri Geller [de política agrícola] já começou as conversas com a fazenda e com o Banco Central. Vamos defender sim a redução da taxa de juros, mas não esperem nada antes da data de 1º de julho, quando entra a operação de crédito”.

Quanto ao volume de recursos disponibilizado, Maggi afirmou que será o mesmo do ano passado, em torno de R$ 190,25 bilhões, por conta da vigência da Lei do Teto dos Gastos.  “O que nós precisamos definir é: se queremos taxas de juros mais baratas, nós vamos ocupar mais espaço financeiro, então vamos reduzir a equalização. Depende muito de onde se mexe, se querem mais prazo e juros menores, se terá menos dinheiro e vice-versa, então é uma situação que não tem pra onde correr, é o mesmo tamanho da caixa de sapato e tem que trabalhar”, finalizou.

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