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Máquinas: do pequeno ao grande, produtor busca tecnologia e bons preços

Expectativa das empresas é de aumento nas vendas. Expodireto Cotrijal é vitrine para negócios futuros

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Ângela Prestes – Destaque Rural

São mais de 84 hectares de infraestrutura no parque da Expodireto Cotrijal. Mas é o espaço das máquinas que mais chama a atenção dos produtores que circulam pela feira. Imponentes, elas são alvo de admiração e curiosidade, mas também de negócios. Para o gerente comercial da Massey Ferguson, Eduardo Nunes, o produtor, hoje, pela necessidade de aumentar a produtividade, sabe que tem que estar sempre de olho nas oportunidades de investimento. “Hoje, a lavoura é uma empresa. Temos notado o produtor bem estruturado na hora de negociar e entender o que aquilo vai trazer de ganho para ele”.

 

Vendas

Após fechar 2017 com uma comercialização no mercado interno que atingiu 44,3 mil unidades, as vendas de máquinas agrícolas seguem com boas perspectivas no ano que acabou de começar. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a produção de máquinas agrícolas e rodoviárias chegou a 54,9 mil unidades no ano passado, com um aumento de 1,8% ante o desempenho anterior. A expectativa para os próximos meses, de acordo com a Anfavea, é que o setor cresça 10% na produção de máquinas, com alta de 43,7% nas vendas internas e crescimento de 34,5% nas exportações. Nos estandes da Expodireto, o otimismo se repete. “Nós estamos bastante otimistas com o resultado desse ano, principalmente porque estamos enxergando um aumento de produtividade das lavouras em relação ao ano passado e também uma melhora no preço das commodities, principalmente a soja. Isso sempre motiva o agricultor a fazer a aquisição”, comenta Eduardo.  A linha de tratores e, também, pela época, a de colheitadeiras, são as mais procuradas.

 

Tecnologia e informação

Não são somente os negócios que fazem o produtor gastar um tempinho a mais no espaço das máquinas. Para o gerente de marketing Brasil da New Holland, Cristiano Ponti, as feiras estão tomando uma característica diferente. Além da parte negocial, muitos agricultores estão buscando informação e tecnologia. “Estamos recebendo muita procura relacionada a agricultura de precisão e novidades em equipamentos. O agricultor acaba usando a feira como fonte de informações”. Cesar Roberto Ninow é um dos exemplos. Morador de Mormaço/RS, ele trabalha com agricultura e pecuária e sabe da importância do investimento em tecnologia para o crescimento do negócio. “Venho todos os anos para a Expodireto em busca de aperfeiçoamento. É um local excelente para conhecer novas tecnologias”.

Para o Gerente de vendas da Valtra, Luiz Cambuhy, a Expodireto é uma vitrine. “O agricultor pode ver de uma vez só a oferta de produto e solução. A geração que está vindo já nasceu nesse ambiente tecnológico, busca a solução para produzir mais em um tempo menor”.

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