Agricultura de baixo carbono: aliada do produtor na preservação do meio ambiente

Destaque Rural | Portal do Agronegócio | Revista, Agricultura, Pecuária, Mercado

Ana Cláudia Capellari – Destaque Rural

Toda ação que o ser humano realiza, em especial na terra, causa impactos ambientais. A liberação de gases poluentes, a queima de materiais e até mesmo a prática da agricultura – realizada de maneira não sustentável – podem gerar danos irreversíveis ao meio ambiente ou fazer com que os recursos naturais não sejam aproveitados de forma eficiente.

Durante os cinco dias da Expodireto Cotrijal 2018, os visitantes que passarem pelo Recanto Temático da Emater-RS/Ascar são convidados a refletir sobre a agricultura feita a partir de um sistema onde a baixa de emissão de carbono é prioridade. A inspiração para trazer o assunto, veio do Plano ABC – Agricultura de Baixo Carbono, lançado pelo governo federal, em parceria com o Ministério da Agricultura, em 2009. O plano tem como finalidade a organização de ações que tenham tecnologias de produção sustentáveis.

O coordenador de infraestrutura da Expodireto da Emater, Celso Siebert, diz que grande parte dos produtores rurais ainda desconhecem o Plano ABC e a agricultura de baixo carbono. “O plano carece de atenção do produtor rural. Todos eles fazem, uns fazem um pouco mais, outros menos, mas são feitas. Às vezes há a possibilidade de se fazer outras coisas que sejam mais baratas para eles [produtores rurais]”.  Ele complementa que uma das formas mais relevantes de se obter resultado, além das práticas de conservação do solo, é a que envolve os sistemas florestais para a mitigação dos gases. “Por exemplo, a madeira captou o gás carbônico, o incorporou em sua essência. Se eu for queimar essa madeira, eu estarei produzindo novos gases, mas se eu construir ou a utilizar em outro sistema, ela vai manter esse carbono e ajudar a cadeia produtiva”, comenta.

No entanto, ele ressalta que existem dificuldades para o produtor rural entender que, na mesma lavoura, é possível plantar alguns hectares de eucalipto em conjunto com a soja, a integração agroflorestal. “Seria o processo ideal, ele vai ter rentabilidade na cultura da soja e nas outras seguintes também, com benefícios para o solo e para o bolso”.

 

Sobre o recanto

O Recanto Temático, realizado há mais de 10 anos pela Emater, proporciona aos visitantes momentos de reflexão sobre a agropecuária gaúcha. Montado em forma de labirinto, os participantes caminham e acompanham ao longo do trajeto informações sobre o tema proposto. “Se 1% dos visitantes que passarem pelo recanto entenderem a mensagem e usar as práticas propostas na propriedade, eles já estarão contribuindo para o meio ambiente e para a divulgação das ideias”, finaliza Celso.

Assista, abaixo, um trecho do recanto temático:

Deixe uma resposta