Irrigação é fundamental para manutenção das lavouras de arroz

Painel na Abertura Oficial da Colheita do Arroz apresentou a importância do sistema para diversificar

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Diversificar é pensar de uma forma diferente. O painel “Irrigação – Diversificação como Sobrevivência”, encerrou os debates do primeiro dia da 28ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz. O evento, que se encerra na sexta-feira, 23 de fevereiro, ocorre na Estação Experimental do Arroz, do Irga, em Cachoeirinha (RS).
O engenheiro agrônomo da Sol a Sol Consultoria, Marcos Vinicius Fritsh, que trabalha com consultoria na produção de arroz, soja, pecuária e irrigação para sulcos, apresentou informações sobre a utilização da soja em áreas de várzea na Fronteira-Oeste gaúcha. De acordo com o agrônomo, a região é uma das que mais enfrenta dificuldades em relação ao clima. “Nós temos bons volumes de água, mas muito mal repartidos. Chuva mal distribuída na alta temperatura, é ferro total”, destaca.
Natural de Ibirubá, na região Norte do Rio Grande do Sul, Fritsh defende que a agricultura deve ser praticada 365 dias por ano. Nesse contexto, a irrigação é fundamental. “Não há uma receita comum, mas sim uma adaptação para casa sistema de produção e perfil de agricultor, onde pequenos detalhes nos procedimentos de manejo podem definir a produção”, afirmou.
O consultor técnico de desenvolvimento na Delta Plastics Brasil, Guilherme Vestena Cassol, apresentou os benefícios do uso de politubos para a irrigação. A tecnologia permite a substituição de condutos e canais, além de facilitar o trabalho em áreas de dificuldade de banho. Cassol diz que o sistema permite maior rentabilidade e menor custo. Entre os benefícios da instalação dos politubos, o consultor destaca ampla aplicabilidade no arroz e demais culturas em rotação, fácil instalação e manuseio, uso racional da água, menos gasto com energia, otimização de insumos e sustentabilidade do produto. “Não existe solução sem mudança”, observou.
O engenheiro agrônomo da Vetagro, Ramiro Alvarez de Toledo Lutz, discutiu sobre o porquê da utilização do pivô na lavoura orizícola. Com trabalho de consultoria na área há 15 anos, Lutz argumenta que a tecnologia permite menor utilização de água com o aumento da captação de mananciais, maior rentabilidade e flexibilidade de planejamento na lavoura. O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, participou do debate. De acordo com o dirigente, o painel cumpriu com os seus objetivos. “Os participantes entregaram uma visão não somente da parte boa, mas também da parte ruim e os desafios de cada sistema”, destaca.

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