(54) 3632 5485 contato@destaquerural.com.br

Apesar da reação de Chicago, soja tem poucos negócios no Brasil

Destaque Rural | Portal do Agronegócio | Revista, Agricultura, Pecuária, Mercado

O mercado brasileiro de soja teve uma semana de negócios moderados e preços com comportamento misto, apesar da recuperação dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Os produtores seguem retraídos, aguardando por referenciais melhores e dando início à colheita da nova safra.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 67,50 para R$ 68,00 entre os dias 11 e 18 de janeiro. No mesmo período, o preço passou de R$ 66,00 para R$ 67,50 em Cascavel (PR). No Porto de Paranaguá, a cotação passou de R$ 71,50 para R$ 72,50.

Em Rondonópolis (MT), o preço recuou de R$ 63,00 para R$ 62,50. Em Dourados (MS), o preço caiu de R$ 65,00 para R$ 64,30. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu estabilizada em R$ 64,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em março registraram valorização de 1,3% no período, encerrando a quinta a US$ 9,74 por bushel.

A reação no mercado internacional começou com o relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que trouxe algumas surpresas. A previsão para a safra americana foi reduzida e os estoques de passagem estão estimados agora em um patamar abaixo do que o mercado esperava.

Foi o suficiente para garantir o início de uma série de quatro sessões consecutivas de alta. O movimento ganhou força com as renovadas preocupações com o potencial produtivo da Argentina, mesmo com as recentes chuvas, e em razão de sinais de demanda aquecida pela soja americana.

Mas reações mais consistentes dos preços futuros são limitadas pelo cenário fundamental de médio prazo. Mesmo com o corte, a safra americana foi a maior da história. No Brasil, as lavouras se desenvolvem bem e não há motivos, por ora, de não se prever uma safra cheia. Mesmo com o clima seco, a produção argentina ainda é projetada em bons níveis.

Deixe uma resposta