Número de casos de abigeato diminui no RS

Presidente da Frente Parlamentar de Combate aos Crimes Agropecuários defende instalação de delegacia especializada

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O balanço de dados estatísticos da criminalidade em 2017, divulgado ontem (15) pela Secretaria de Segurança Pública do RS, mostrou que os casos de abigeato registrados diminuíram 25,5% em relação a 2016. Foram 7.783 ocorrências desse tipo de crime, contra 10.451 do ano anterior.

Presidente da Frente Parlamentar de Combate aos Crimes Agropecuários na Assembleia Legislativa, o deputado Sérgio Turra (PP) reconheceu o avanço na situação. “Esse já é o resultado do trabalho intensivo realizado, no ano passado, pela Força Tarefa de Combate aos Crimes Rurais e Abigeato. Estamos no caminho certo”, avaliou o parlamentar.

No entanto, Turra ponderou que os esforços precisam ter continuidade. “A instalação de uma delegacia especializada na repressão aos crimes rurais e ao abigeato é urgente para reforçar a estrutura e ampliar os resultados. Seguirei cobrando a adoção dessa medida. A sociedade deve estar alerta e mobilizada”, afirmou o presidente da frente.

Em agosto de 2017, o deputado apresentou ao secretário estadual de Segurança Pública, Cezar Schrirmer, a proposta de criação da delegacia. Menos de um mês após, o Governo do Estado anunciou a iniciativa.  Além disso, o Ministério Público avalia a possibilidade de abrir uma promotoria com foco na repressão aos crimes rurais. “O agro é o motor econômico do nosso Estado. Precisamos unir os esforços para garantir a segurança aos nossos produtores”, ressaltou Sérgio Turra.

Frente Parlamentar

Uma série de audiências no interior do Estado têm reunido produtores rurais e autoridades públicas. Segundo o deputado, alguns pontos – como a importância do registro policial, o aumento do efetivo e o aparelhamento de patrulhas rurais – são unânimes.

Defensor do agro, Turra destacou o prejuízo econômico causado pela violência no campo. “Os crimes rurais geraram quase R$ 70 milhões em perdas nos últimos dois anos. Muito ainda deve ser feito pelo setor que representa 46% do nosso PIB”, salientou.

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