Preço do tabaco para a safra segue sem definição

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As empresas fumageiras e os produtores de tabaco não chegaram a um acordo sobre o preço de comercialização da cultura para a safra 2017/2018. As indústrias não atenderam às reivindicações dos agricultores. Conforme o presidente da Comissão do Fumo da Farsul, Mauro Flores, as empresas negaram-se até a cobrir o custo de produção do tabaco.

As reuniões com as fumageiras foram realizadas pela Comissão Interestadual dos Produtores, formada por membros da Afubra e das Federações de Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep). As negociações foram encerradas em função da falta de acordo. Os produtores não descartam a possibilidade de realizar mobilizações para garantir um preço justo. “Para manter o produtor no campo, tem que ter remuneração de acordo com a atividade”, completa Flores.

Por isso, a orientação da Farsul para os produtores é que, na medida do possível, eles segurem a comercialização da safra. Já para o próximo plantio, e entidade indica que os agricultores não aumentem a área de fumo em suas propriedades, onde, às vezes, é uma monocultura. “É uma atividade que emprega toda a família e que possui mais de 50% do custo de produção com mão de obra. Por isso, se tivermos menor oferta, o produtor deve ganhar mais”, explica Flores.

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