Seguindo câmbio, preços da soja sobem no Brasil em outubro

Destaque Rural | Portal do Agronegócio | Revista, Agricultura, Pecuária, Mercado

O mercado brasileiro de soja apresentou alta nos preços nas principais praças do país e períodos de melhor movimentação em outubro. O principal fator de sustentação foi o câmbio. Chicago apresentou muita volatilidade e pequena alta nos contratos futuros.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 65,50 para R$ 68 em outubro. Em Cascavel (PR), o preço passou de R$ 64,00 para R$ 68,00. Em Paranaguá, a cotação avançou de R$ 70,00 para R$ 73,80.

Em Rondonópolis (MT), o preço subiu de R$ 61,00 para R$ 63,50 no mês passado. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 61,00 para R$ 64,30. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 61,50 para R$ 65,00.

A melhora no mercado interno foi determinada pela valorização de 3,3% do dólar frente ao real. A moeda passou de R$ 3,168 para R$ 3,273, chegando a esbarrar na casa de R$ 3,30. O dólar subiu frente a maioria das moedas emergentes e também foi impulsionado no Brasil pelo quadro político de incertezas.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), o período foi de muita volatilidade. O contrato novembro fechou o mês com valorização de 0,57% a US$ 9,73 ¾. A boa demanda pela soja americana ao longo do mês assegurou este quadro positivo.

Mas o cenário fundamental ainda é baixista, indicando uma ampla oferta mundial da oleaginosa. A colheita nos Estados Unidos se encaminha para o final e a perspectiva de uma safra recorde é grande, ainda que o mercado considere um corte nas estimativas de produtividade no próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado dia 9.

Na América do Sul, o quadro ainda é de incertezas. O clima segue no foco das atenções. O plantio vai se desenvolvendo bem no Brasil, ainda que o clima tenha sido irregular. Esta dúvida tem ajudado a sustentar as cotações externas.

Safra

A produção brasileira de soja em 2017/18 deverá totalizar 114,706 milhões de toneladas, com aumento de 0,4% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 114,23 milhões de toneladas. A previsão é de SAFRAS & Mercado.

Na comparação com o relatório anterior, houve uma elevação de 1,502 milhão de toneladas, ou 1,33%. Em julho, a estimativa era de 113,204 milhões de toneladas.

Com as lavouras em fase inicial de plantio, SAFRAS indica aumento de 5,1% na área, que ficaria em 35,54 milhões de hectares. Em 2016/17, o plantio ocupou 33,815 milhões de hectares. O levantamento indica que a produtividade média deverá passar de 3.395 quilos por hectare para 3.244 quilos.

Deixe uma resposta