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Colheita do tabaco reúne autoridades em Venâncio Aires

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A primeira edição da abertura da colheita do tabaco reuniu aproximadamente 400 pessoas entre autoridades, lideranças do setor e produtores na propriedade de Antônio Alcir Coutinho, na localidade de Estância Nova, em Venâncio Aires (RS), nesta sexta-feira, 27 de outubro. A iniciativa da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul, com o apoio do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e prefeitura de Venâncio Aires, contou com a participação do governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, do secretário da Agricultura, Ernani Polo, e do Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira de Oliveira.

“É por meio da parceria entre indústrias e produtores que essa grande cadeia produtiva se sustenta, permitindo um produto de qualidade que coloca o Brasil em destaque no ranking mundial de produção e exportação de tabaco”, ressaltou o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke.

Iro Schünke, presidente do SindiTabaco
“Sempre tivemos apoio do governo gaúcho, o que infelizmente não ocorre em todo o País. Esse será um dia para ficar na história do setor”, comemorou o presidente da Afubra, Benício Albano Werner que aproveitou o momento para passar alguns números do setor, como a receita do produtor que chegou a R$ 6 bilhões na última safra e que é diferencial na pequena propriedade. As entidades representativas do setor entregaram placas de agradecimento ao governador e ao secretário de Agricultura do Estado pelo apoio à cadeia produtiva e o incentivo à Abertura Oficial da Colheita do Tabaco no Rio Grande do Sul.
“Parabéns a todos os envolvidos por terem tido a iniciativa de realizarem esse encontro e de enfrentar velhos desafios com o intuito de mudar a história do Estado. Vocês lutam há muito tempo defendendo 150 mil famílias produtoras, 80 mil delas que estão no Rio Grande do Sul. Essa cadeia produtiva merece respeito e a abertura da colheita precisa ser um momento de resgate da importância dessas famílias que lutam diariamente pelo seu sustento, nada mais que isso. Se vivemos uma crise nacional, com retração da economia, ainda temos aquelas pessoas que plantam e colhem alimentos, que criam animais, que criam a riqueza do nosso País. Por isso que hoje, temos uma política de incentivar todas as produções, da oliva ao mel. O Estado não pode atrapalhar aqueles que produzem. Nós, no poder público, precisamos seguir o exemplo de quem trabalha e quem produz, com responsabilidade social, com inovação e com práticas transformadoras. Estamos perto de encontrar o equilíbrio financeiro em nosso Estado. Vemos aqui gente de valor, representando o que nosso Estado tem de melhor: as pessoas. Esse é o maior capital que temos: os gaúchos e gaúchas que estão em todo o País auxiliando o desenvolvimento de nossos Estados”, avaliou o governador gaúcho, José Ivo Sartori.
“A defesa do setor do tabaco ultrapassa os aspectos técnicos e a defesa mais difícil de ser enfrentada é quando as barreiras ideológicas se manifestam e se escondem nos conselhos, em instituições e órgãos, e que aparentemente condiz com o que chamamos hoje do politicamente correto, mas que acabam por atrapalhar a proteção dos empregos brasileiros e a dignidade das pessoas. O produtor Alcir dá o exemplo de que é possível viver com dignidade plantando tabaco”, afirmou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira de Oliveira.
“Queria agradecer o apoio e empenho do governo com a agricultura e a pecuária do Rio Grande do Sul, sempre presente em todos os momentos para que possamos desenvolver. Este é um momento emblemático. Talvez estejamos fazendo um resgate histórico de uma cultura que é produzida há mais de 100 anos no nosso Estado, mas que nunca tinha tido um evento que marca o momento da colheita. Estamos aqui para valorizar os produtores de tabaco e que não é somente produtor de tabaco, mas também alimentos e que tem uma grande relevância a sociedade como um todo”, disse o secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), Ernani Polo. Polo também destacou a importância econômica e social do setor do tabaco. “Esperamos que essa iniciativa tenha continuidade em outros anos porque este é um setor que deve ser valorizado”, ressaltou.
Secretário da Agricultura, Ernani Polo.
“A grande maioria dos produtores do Rio Grande do Sul está concentrada na zona Sul e a cultura é extremamente importante para o sustento econômico desses municípios. Vamos continuar defendendo esse setor que gera renda para milhares de gaúchos”, falou o representante da Câmara dos Deputados, deputado federal Luiz Carlos Heinze.
“Se não fosse a união de nossas forças, talvez não estivéssemos mais produzindo tabaco, considerando todos os ataques que temos sofrido em várias frentes. Aqui está o Rio Grande do Sul que dá certo, que gera emprego e renda”, enfatizou o representante da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado estadual Edson Brum.
“O tabaco está presente em 70% dos municípios do nosso Rio Grande e é uma cadeia produtiva que evoluiu muito e que serve de modelo por seus avanços e por sua integração. Venâncio Aires está entre municípios que mais produzem tabaco no País e se destaca, assim como outros grandes produtores, se destaca pela agricultura em pequenas propriedades”, afirmou o prefeito de Venâncio Aires, Giovane Wickert, parabenizando as entidades envolvidas com o setor e os produtores de tabaco pela passagem do Dia do Produtor.
COLHEITA SEGURA – O dia úmido não impossibilitou a colheita e serviu para sublinhar a importância do uso da vestimenta de colheita apropriada. Para Schünke, o início da colheita deve ser encarado também de forma consciente. “Já estamos há alguns anos conscientizando os produtores sobre a importância do uso da vestimenta de colheita para a prevenção da Doença da Folha Verde do Tabaco. A doença acontece quando há absorção da nicotina da planta pela pele, e a umidade na planta facilita esse processo”, explica Schünke que também é agrônomo. A vestimenta, composta por calça e blusa leves e impermeáveis e luvas de nitrila, evita a absorção dérmica de nicotina e garante 98% de proteção ao produtor, segundo pesquisa. O governador fez questão de utilizá-la e ser exemplo da colheita segura e consciente.
DIA DO PRODUTOR – Realizada próximo ao Dia do Produtor de Tabaco, comemorado em 28 de outubro, a festividade também celebra a importância das 150 mil famílias dedicadas à produção. O presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, confirmou participação no evento que também contará com a presença de autoridades locais, políticos, representantes do setor e produtores. “A abertura da colheita e o dia do produtor são marcos importantes para homenagear esses homens e mulheres que lutam diariamente pelo seu sustento e que não são apenas produtores de tabaco: são gestores de pequenas propriedades que plantam e colhem alimentos, criam animais, geram riqueza para os municípios e Estados. São momentos que resgatam o orgulho do produtor”, avalia.
DIVERSIFICAÇÃO – Durante a Abertura da Colheita do Tabaco também foi renovado o convênio do Programa Milho, Feijão e Pastagens no Rio Grande do Sul, que envolve o SindiTabaco, as secretarias estaduais de Agricultura e do Desenvolvimento Rural, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag/RS), a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) , Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Sindicato da Indústria de Produtos Suínos (SIPS) e Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV). O programa que incentiva o cultivo de grãos e pastagem após a colheita do tabaco também terá continuidade em Santa Catarina e no Paraná. Na safrinha de 2017, a diversificação rendeu aos produtores R$ 415 milhões em milho, R$ 128 milhões em feijão e R$ 57 milhões em soja.
FATOS E DADOS SOBRE O SETOR DO TABACO NO BRASIL
• O Brasil é o 1º no ranking mundial de exportações de tabaco em folha há 24 anos e atualmente responde por 30% das exportações mundiais;
• O Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT) é responsável por esta liderança, pois prima pela qualidade e a integridade do produto, com assistência técnica e garantia de compra aos produtores;
• Em 2016, foram embarcadas 483 mil toneladas, com valor total de US$ 2,12 bilhões, para 90 países, sendo parte importante da balança comercial brasileira, assim como na geração de renda e empregos para centenas de municípios;
• O Brasil é o 2º maior produtor mundial de tabaco, atrás somente da China;
• Na última safra foram produzidas 686 mil toneladas nos 299 mil hectares plantados;
• A produção sustentável, com observância às boas práticas, faz com que o tabaco brasileiro esteja entre os mais procurados pelos clientes internacionais;
• Somente na indústria, são 40 mil empregos diretos; no campo, 600 mil pessoas estão envolvidas com a cultura em 566 municípios da Região Sul;
• Na última safra, a Afubra estima uma receita de R$ 6,09 bilhões a 150 mil famílias produtoras;
• Pesquisa do perfil socioeconômico do produtor de tabaco, conduzida pela UFRGS, concluiu que 80,4% dos pequenos produtores de tabaco estão nas classes A e B;
• O setor é responsável pela geração de R$ 13,2 bilhões em impostos arrecadados anualmente.

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