Prognóstico de chuvas para os próximos dias deixa produtores de arroz em alerta

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Com mais de 50% da área plantada com variedades de ciclo médio ou longo, semeadura no Rio Grande do Sul pode acontecer fora da janela ideal
O prognóstico de ocorrência de um grande volume de chuvas no Sul do país para os próximos dias, de acordo com as previsões de institutos de meteorologia, está deixando produtores de arroz gaúchos e catarinenses em alerta. Sobretudo aqueles que utilizam sementes de ciclo longo. O início da semeadura, que normalmente acontece na segunda quinzena de setembro, está atrasado, principalmente no Rio Grande do Sul.
Segundo as informações divulgadas pela Climatempo, o tempo deve continuar fechado no Sul do país, com a possibilidade de garoas até o final do mês. Diante desse cenário, a tendência é de que a semeadura do arroz nas lavouras gaúchas inicie, de fato, apenas a partir de outubro, prejudicando o desenvolvimento das sementes de ciclo longo, como destaca o engenheiro agrônomo da RiceTec, Cyrano Busato. “O ciclo longo leva mais tempo para florescer, por isso se planta mais cedo. No momento em que a semeadura acontece mais tarde, a planta vai florescer numa janela onde existe maior probabilidade de entrar uma frente fria, menor irradiação solar e isso vai acarretar em perda de produtividade”, explica.
Por outro lado, produtores que utilizam sementes com ciclo curto ainda podem aguardar um pouco mais antes de iniciar a semeadura da safra 2017/2018. “O ciclo curto pode ser plantado um pouco mais tarde e mesmo assim ele cumpre o ciclo vegetativo mais rápido e ainda consegue encaixar a floração até a primeira quinzena de fevereiro. A partir da segunda semana de fevereiro começa aumentar a probabilidade de temperaturas baixas para as plantas, como acompanhamos historicamente”, afirma Busato.
Apesar de não existir um levantamento preciso sobre o ciclo da variedade utilizada no Rio Grande do Sul, especialistas do setor estimam que mais de 50% da área plantada no Estado adota cultivares de ciclo médio e longo. Apesar disso, segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a semeadura segue dentro do programado, mas admite que as chuvas podem atrasar o plantio em algumas regiões.

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