Búfalos: a aposta que cresce

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Tema está sendo amplamente debatido durante a 40ª Expointer

Há 20 anos seu João comprou o primeiro búfalo. Na época, tinha apenas a intenção de proteger a propriedade contra possíveis roubos. Mas foi aí que o produtor descobriu uma verdadeira ‘mina’. Hoje, com 120 cabeças de búfalos, ele alia o manejo da produção bubalina com a bovina. “Eles conseguem fazer com que o solo da propriedade fique cada ano mais fértil”, conta o produtor pecuário João Kurtz Amantino.

A bubalinocultura tem crescido forte no Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul. Atualmente o Estado estima uma criação de cerca de 80 mil cabeças. O bom retorno econômico, a boa resistência contra doenças e o fácil manejo, aliado à criação de bovinos, são algumas das principais características que têm feito com que os produtores apostassem na criação de bubalinos. A esse crescimento, o presidente da Associação Sulina de Criadores de Búfalos (Ascribu), Delfino Barbosa, atribui ao produtor que ‘faz as contas’. “Mesmo que o preço ainda esteja 5% abaixo em comparação ao gado de corte, o búfalo tem uma rentabilidade de 20% a mais do que bovinos”, comenta Delfino. O produtor João explica que um búfalo de um ano e meio pode chegar a pesar até 450kg no momento do abate. “Isso é um ganho fantástico e sem custo praticamente, só tem o custo da pastagem de maio até agosto”, explica João.

A principal diferença entre a carne de búfalo e as outras carnes é o benefício à saúde. A carne de búfalo apresenta maior concentração de gordura nas paredes toráxicas e na cavidade abdominal, mas, em contrapartida, tem um menor acúmulo entre os músculos, o que resulta em uma carne menos gordurosa, e, assim, mais saudável.

 

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