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Preços da soja sobem no Brasil, mas movimentação segue lenta

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O mercado brasileiro de soja apresentou preços entre estáveis e mais altos na semana, marcada ainda pela movimentação arrastada, com apenas negócios isolados. A valorização de Chicago sustentou os preços internos, em meio à volatilidade do câmbio.

     Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 66,00 para R$ 66,50 entre 18 e 24 de agosto. No mesmo período, a cotação avançou de R$ 63,00 para R$ 64,50 em Cascavel (PR). Em Paranaguá, o preço passou de R$ 70,00 para R$ 70,50.

     Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu estável, na casa de R$ 59,00. Em Dourados (MS), o preço seguiu em R$ 58,30, enquanto em Rio Verde (GO), a cotação avançou de R$ 59,00 para R$ 60,00.

     Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), a semana foi de recuperação, com base na boa demanda pela soja americana. Os ganhos, entretanto, foram limitados pelo clima favorável ao desempenho das lavouras americanas, com a expectativa de safra cheia.

     Os contratos com vencimento em novembro pularam de US$ 9,37 ¾ por bushel para US$ 9,46 ½. A valorização na semana é de 0,88%. Já o dólar comercial iniciou e fechou a semana a R$ 3,147, após acumular perda no início do período e se recuperar na parte final.

     As exportações de soja do Brasil deverão totalizar 64,5 milhões de toneladas no ano comercial 2017/18, superando em 24% o embarcado no ano anterior. A previsão faz parte do quadro de oferta e demanda brasileiro, divulgado por SAFRAS & Mercado. O esmagamento deverá subir de 40 milhões de toneladas para 41 milhões.

     A oferta total de soja deverá subir 19% na temporada, passando para 116,318 milhões de toneladas. A demanda total está projetada por SAFRAS em 108,6 milhões de toneladas, com incremento de 14%. Desta forma, os estoques finais deverão subir 193%, passando de 2,634 milhões para 7,718 milhões de toneladas.

     SAFRAS trabalha com uma produção de farelo de soja de 31,18 milhões de toneladas, subindo 3%. As exportações deverão recuar 4% para 14 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 16 milhões, com elevação de 1%. Os estoques deverão subir 169%, para 1,878 milhão de toneladas.

     A produção de óleo de soja deverá ficar em 8,12 milhões de toneladas. O Brasil deverá exportar 1,4 milhão de toneladas, subindo 22% sobre o ano anterior. O consumo interno deve crescer 5% para 6,89 milhões. A previsão é de recuo de 18% nos estoques para 515 mil toneladas.

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