Sindilat discute retirada de leite da pauta do livre comércio no Mercosul

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Após pressões contra os incentivos dados pelo governo à importação de lácteos vindos do Mercosul, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, sinalizou positivamente a retirada do leite da pauta do livre comércio durante entrevista. O assunto foi debatido durante reunião de associados do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), na manhã dessa quarta-feira (23/8), na sede do sindicato, em Porto Alegre. A afirmação de Maggi simboliza uma vitória do setor lácteo, que enfrenta desafios com a instabilidade econômica do país e passa por baixas no preço do litro do leite pago aos produtores rurais. Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, a medida demonstra que o governo deve olhar com preocupação para os lácteos. “Assim, o setor começa a ter voz ativa”, pontuou Guerra.

Segundo dados levantados pelo Sindilat, o Uruguai produziu 1,7 bilhão de litros de leite em 2016 e consumiu 700 milhões de litros. Conforme informações divulgadas pelo próprio país, o saldo, se convertido em pó, renderia 120 mil toneladas. Só o Brasil recebeu 100 mil toneladas de leite em pó e 18 mil toneladas em queijos do país vizinho, o que representa praticamente todo o volume restante. “Não poderíamos deixar de cobrar uma posição do governo agora”, afirmou Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindicato, sobre a necessidade de tomar ações para averiguar a possível triangulação de leite no país vizinho.

Na ocasião, esteve presente o presidente da Emater, Clair Kuhn, que conversou com os associados sobre a possível criação de um grupo de trabalho para prestação de serviço extra de assistência técnica aos produtores ligados às indústrias e cooperativas associadas ao sindicato.

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