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USDA baixista surpreende e trava mercado brasileiro de soja

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O mercado brasileiro de soja teve dois comportamentos bem distintos ao longo da semana. Até quinta de manhã, os preços internos vinham acumulando ganhos e o ritmo dos negócios melhorou. Mas a partir do relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o cenário se alterou.

O relatório, divulgado às 13hs da quinta, surpreendeu com uma série de dados baixistas e derrubou os contratos futuros em Chicago, que caíram cerca de 3% naquele dia. Como consequência, o mercado interno travou e os preços perderam boa parte dos ganhos acumulados ao longo da semana.

O relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou a sua estimativa de safra de soja e estoques finais em 2017/18 e reduziu as projeções para estoques em 2016/17.

 A produção foi elevada de 4,260 bilhões de bushels, o equivalente a 115,9 milhões de toneladas, para 4,381 bilhões ou 119,23 milhões de toneladas. No ano anterior, a produção ficou em 117,2 milhões de toneladas. O mercado apostava em número de 114,4 milhões de toneladas.

 Os estoques finais em 2017/18 estão projetados em 475 milhões de bushels, ou 12,93 milhões de toneladas. O mercado trabalhava com um número de 426 milhões ou 11,6 milhões de toneladas. Em julho, a estimativa era de 460 milhões de bushels, ou 12,52 milhões de toneladas.

O relatório projetou safra mundial em 2017/18 de 347,36 milhões de toneladas. No relatório anterior, o número era de 345,09 milhões. Os estoques finais foram elevados de 93,53 milhões de toneladas para 97,78 milhões. O mercado apostava em estoque de 93,5 milhões de toneladas.

No Brasil, a saca de 60 quilos seguiu em R$ 65,50 na comparação entre o fechamento da sexta, 4, e a quinta, 10, em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), o preço subiu de R$ 62,50 para R$ 64,00 no período. No Porto de Paranaguá, a cotação avançou de R$ 70,00 para R$ 71,00.

Em Dourados (MS), o preço subiu de R$ 56,00 para R$ 57,00. Em Rondonópolis (MT), a saca caiu de R$ 58,50 para R$ 57,50 no período. Em Rio Verde (GO), o preço acumulou uma alta de R$ 1,00 para R$ 59,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em novembro desvalorizaram 1,72% no período, encerrando a quinta a US$ 9,40 ¼. Depois de se recuperar pela previsão de clima seco, o contrato derreteu com o relatório do USDA. O dólar subiu 1,6% frente ao real, compensando as perdas de Chicago, e ficou a R$ 3,176.

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