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Cientistas brasileiros desenvolvem rebanho musculoso com 10% a mais de carne

Foto: Reprodução/Facebook
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Numa fazenda de Araçatuba, em São Paulo, vive o primeiro rebanho de uma variedade brasileira de nelore nascida com a promessa de aumentar a produtividade e reduzir os custos ambientais da pecuária de corte.

Parte do doutorado do veterinário Rodrigo Alonso, o estudo é resultado de 12 anos pesquisas. Uniu seus conhecimentos sobre nelore com o que se sabia a partir dos testes genéticos do pesquisador Amílcar Tanuri, professor da UFRJ e co-orientador do doutorado de Alonso no Departamento de Reprodução Animal da USP.

Alonso explica que a supermusculosa variedade, batizada de Nelore Myo, é mais produtiva porque tem mais carne – e carne mais macia.

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“O que o consumidor chama de músculo é o corte de menor qualidade, das partes mais duras do animal, mas isso não é o correto. Para o produtor, músculo é toda a carne. No caso da Nelore Myo, ela também é muito mais macia porque há menor deposição de colágeno. Há ainda aumento das carnes nobres do traseiro.”

Um nelore em ponto de abate pesa cerca de 500 quilos. Desse total, em torno de 265 quilos são carne e osso, as partes efetivamente pagas pelos frigoríficos. No Nelore Myo, chega-se a 300 quilos de carne e osso.

Os pesquisadores destacam que a maior produção por animal significa ganho ambiental.

*Com informações do jornal O Globo

Foto: Reprodução/Facebook

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