Produtores de arroz recuam e preço do cereal cai no Rio Grande do Sul

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A falta de competitividade e de garantia de preços pode prejudicar os orizicultores

Redação Destaque Rural

O ritmo de negócios do arroz em casca está enfraquecido no Rio Grande do Sul. As informações são do Cepea/Esalq. O órgão acredita que isso se deve ao fato de que alguns produtores do cereal conseguiram prorrogar as parcelas do custeio da safra 2016/17 e outros já capitalizados com a venda de outras culturas, permanecem recuados à procura de preços mais atrativos para a comercialização.

De acordo com o indicador ESALQ/SENAR-RS, a saca de 50kg de arroz fechou a terça-feira (25) a R$ 40,03.

O gerente de divisão de pesquisas do IRGA (Instituto Riograndense do Arroz, Rodrigo Schoenfeld acredita que há um desequilíbrio entre a alta produtividade e a demanda, o que impacta no preço final.

Neste ano, o Estado teve uma produção recorde, mais de sete mil quilos por hectare. “Infelizmente, o produtor está passando por uma das maiores crises do setor, esse desequilíbrio entre oferta e demanda causa prejuízos. Nos últimos anos seis anos no Rio Grande do Sul mais de 60% das lavouras acessavam o crédito oficial e na safra passada esse número chegou a pouco mais de 30%. Isso torna a relação entre quem pega dinheiro emprestado e financiador, um tanto complicada. Acho que isso explica os principais problemas que estamos passando”, diz o gerente.

Na opinião dele, o grande problema do arroz nacional é que ele só atende ao mercado interno. “Diferente da soja que é uma commodity e os preços internacionais que balizam o mercado, o arroz é plantado em novembro e não se sabe a quanto esse produto pode ser vendido”, argumenta Rodrigo.

 

 

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