Aumento de impostos sobre combustíveis pode prejudicar o agronegócio

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Aumento na alíquota do PIS/Cofins deve elevar o preço da gasolina, diesel e etanol

Redação Destaque Rural

O presidente Michel Temer e a equipe econômica do governo anunciaram ontem (20) que para cobrir um déficit de mais de R$ 130 bilhões será necessário aumentar a tributação. O aumento dos tributos nos combustíveis mais do que dobrou e para a população o acréscimo será de R$ 0,89 para cada litro de gasolina.

De acordo com a equipe econômica liderada pelo ministro Henrique Meirelles esta medida vai elevar a arrecadação e só com os combustíveis a previsão é de uma receita de R$ 10,4 bilhões para os cofres do governo federal.

O professor da Universidade de Passo Fundo (UPF) e doutor em economia Rural, Eduardo Finamore, acredita que o governo federal está com dificuldades para atingir a meta de déficit e, como último recurso, escolheu aumentar a tributação. No entanto, o professor reprova a atitude. “Esse aumento de carga tributária é ruim, ainda mais em um país onde a carga tributária é muito elevada, que ocupa mais de 30% do PIB”, diz Finamore.

Ele acrescenta que, para mostrar credibilidade e controle com gastos públicos, o governo federal se viu obrigado a aumentar os impostos. “E quem vai pagar por isso? Isso será distribuído para toda a sociedade brasileira, porque isso vai onerar a renda do consumidor diretamente e indiretamente vai afetar os custos de produção”, comenta.

“Se ‘você’ for comprar uma maçã, essa maçã precisa chegar até Passo Fundo, por exemplo, e ela passa pelo sistema de transporte, que vai ter um custo mais elevado para o agricultor e para as empresas do agronegócio”, acrescenta Finamore. O combustível é um item importante para as lavouras, para mover tratores e sistemas de irrigação. Com o acréscimo nos preços, o frete também vai encarecer.

O economista Marco Antonio Montoya, acredita que qualquer aumento de imposto prejudicará a população, vai tirar o poder de compra e de renda. “O Brasil que deu certo, o agronegócio, será prejudicado, os custos vão aumentar. O setor que tem a balança comercial positiva será prejudicado para resolver problemas fiscais do governo”, argumenta o economista.

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