Geada é amiga do produtor neste estágio do trigo

Foto: Lorenzo Mattioni Viecili/Biotrigo
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Além de não afetar a planta, nessa fase as geadas podem ajudar a impedir o surgimento de doenças como o oídio, por exemplo

Redação Destaque Rural

Nos últimos dias uma intensa geada se formou no Rio Grande do Sul e cobriu de branco os campos no Estado, o que fez com que as lavouras de trigo amanhecessem quase congeladas na quarta-feira (19).

O gerente comercial da Biotrigo Genética, Lorenzo Mattioni Viecili, acredita que estas geadas que atingiram o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o sul do Paraná, não terão efeitos negativos para o trigo, visto que em partes desses estados o trigo está em estágio inicial. Em especial no RS, que teve a semeadura atrasada por conta das fortes chuvas de maio e começo de junho, as geadas não serão negativas.

Nesse estágio do trigo, as geadas podem ajudar a impedir o surgimento de doenças como o oídio, por exemplo.

Foto: Lorenzo Mattioni Viecili/Biotrigo

REDUÇÃO DA ÁREA NO RS

Segundo a Comissão de Trigo da Farsul (Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul) o Rio Grande do Sul diminuiu em 150 mil hectares a área de trigo neste ano. Os motivos, ainda de acordo com a Federação, são a dificuldade para comercializar o cereal e a baixa remuneração por consequência. Mesmo com os leilões estatais para aumentar a liquidez do cereal, diversos produtores deixaram de realizar o plantio e pouco mais de 700 mil hectares foram semeados pelos gaúchos.

Viecilli acredita que com esta redução as indústrias moageiras podem ser impactadas, o que está diretamente ligado ao preço do trigo pago ao produtor. Para esta safra, a expectativa é de que haja mais rentabilidade para quem plantou. “O primeiro ponto é que teve redução de matéria prima, o que gera mais concorrência das indústrias pelo produto”, comenta. Como segundo motivo para uma rentabilidade acima do esperado para esta safra de trigo, Lorenzo cita a Argentina. “O segundo ponto é de que a Argentina ainda não divulgou se irá plantar toda a área e se esta área terá o mesmo potencial produtivo do ano passado”, finaliza.

 

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