(54) 3632 5485 contato@destaquerural.com.br

Previsão de chuvas nos EUA faz preço da soja cair

Foto: Divulgação
Destaque Rural | Portal do Agronegócio | Revista, Agricultura, Pecuária, Mercado

Diferente do que se imaginava, o relatório da USDA, divulgado ontem (12), teve pouca influência na queda das cotações

Redação Destaque Rural

 

Ao contrário do que o mercado esperava o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) pouco teve relação na queda das cotações da soja. Os contratos futuros de novembro 2017 encerraram ontem (12) após a divulgação a US$ 10,35 e hoje a bolsa encerrou com os contratos futuros de novembro a US$ 9,87.

O analista de mercado da Ag Rural, Adriano Gomes, argumenta que este relatório ainda não traz dados sobre produtividades médias das lavouras, já que ainda não foram feitas estimativas de campo nos EUA. “Esse aumento da produção, que foi pouco, se deve ao aumento da área em relação ao relatório de junho, o que não quer dizer que tenha alterado as produtividades”, diz.

VER MAIS: Semana abre com mercado de soja novamente em alta

VER MAIS: Preços de commodities ficam praticamente estáveis em junho

Gomes ainda destaca que o mercado não foi surpreendido pelo relatório, pois já era esperado que o USDA não alterasse as produtividades médias. “Então, não havia uma expectativa do mercado de que houvesse uma redução na produtividade devido aos focos de clima seco, de problemas em parte do Meio Oeste, porque nesse período, [relatório de julho] não é comum eles fazerem ajustes na produtividade”, comenta.

O que causou a queda nas cotações?

O que fez de fato o mercado cair, (com redução de mais de 40 pontos) é a previsão de chuvas nos Estados Unidos, há registros de chuvas esparsas no Meio-Oeste do país. Por outro lado, não há registro de precipitações nas Dakotas, região que vem sofrendo com o clima seco e os dias quentes. “Com isso o mercado ficou pressionado, o mercado climático fez subir e agora fez cair os preços”, diz o consultor. Para ele, o momento pode ser chamado de ‘especulação climática’. “Quando não há previsão de chuva, o mercado costuma subir e quando se tem a confirmação ou não dessas previsões, ele é influenciado drasticamente”, finaliza Gomes.

Foto: Divulgação

Deixe uma resposta