Semana abre com mercado de soja novamente em alta

Destaque Rural | Portal do Agronegócio | Revista, Agricultura, Pecuária, Mercado

Segunda semana de julho tem alta de 24 pontos na Bolsa de Chicago

 

Redação Destaque Rural

 Pela segunda semana consecutiva o mercado de soja amanheceu com os preços em elevação. Para vencimento em novembro, o bushel da oleaginosa chegou a ser cotado em mais de US$ 10. Segundo o zootecnista e consultor da Scot Consultoria, Felippe Reis,  o principal motivo para essa alta é a previsão de dias mais quentes e sem a incidência de chuvas no Meio-Oeste, a maior região produtora de grãos dos Estados Unidos.

Na parte de comercialização, o consultor alerta que os números estão abaixo do verificado no mesmo período do ano passado. Enquanto que em 2016 tinha-se mais de 21% da soja comercializada do Mato Grosso (maior produtor brasileiro), neste ano o número é de aproximadamente 4,5%. “Fazendo a comparação, no ano passado a oferta era menor, com isso o preço fica alto. Muita gente optou pela exportação com a reparação cambial, pois no ano passado o dólar estava um pouco mais forte”, diz Reis.

“Neste ano, a queda de preços tem feito os produtores negociarem a produção. Em algumas vezes eles não querem vender a preços menores e seguram um pouco, esperando uma melhora no mercado”, comenta o consultor.

Já o consultor da TS Corretora de Grãos, Claiton Santos, argumenta que, historicamente, nos últimos cinco anos, junho e julho foram os meses em que a Bolsa melhor se posicionou. Ele acredita que isso se deve ao fato de que a safra já foi plantada ou está em fase de finalização. “Os produtores americanos tentam forçar ao máximo o mercado para se proteger de Chicago, o ano passado eles já estavam com 105% da safra travada em Chicago, ou seja, eliminando o risco de qualquer queda”, comenta Santos.

Então, para o consultor, por mais que o clima seco e sem chuvas ajude, há o ‘empurrão’ dos produtores americanos. “Na medida em que eles travarem lá, o mercado vai andar por si só. Se o clima continuar seco isso vai continuar, se chover, o mercado recua”, diz.

 

MILHO

Para o consultor da Scot, Felippe Reis, o milho está ‘andando de lado’ apesar da colheita de segunda safra em andamento. “Acredito que não devemos ver nenhuma queda expressiva no mercado, na verdade agora no segundo semestre é uma época onde há, geralmente, um aumento nas exportações e isso traz uma firmeza para o mercado”, finaliza Reis.

Deixe uma resposta