Clima seco e falta de umidade preocupa produtores do Rio Grande do Sul

Foto: Divulgação/Emater-RS/Ascar
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Se, entre fins de maio e a metade de junho, tempo foi o excesso de chuva que prejudicou o plantio em sua evolução normal, agora é a falta dela que vem preocupando os produtores.

Atualmente, o estado alcança 80% de sua área de trigo já semeada, contra uma média, para o período, de 89%. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, os números confirmam uma diminuição de aproximados 5% da área de trigo desta safra 2017 em relação à safra passada, sendo que no mesmo período de 2016 registrava-se uma área de 215 mil ha, contra 209 mil ha para 2017. Entre os motivos estão as condições adversas do clima no plantio, a incerteza do preço a receber na comercialização e o custo de produção elevado.

Nas regiões das Missões e Fronteira Noroeste, as primeiras áreas plantadas já largam a primeira camada de flores, mas ainda de maneira incipiente. Apicultores e produtores de canola negociam para cobrir as áreas com polinizadores, pois são atrativas para as abelhas que inclusive podem, de acordo com a literatura, aumentar a produção em 15%, em função de incremento na polinização. As áreas de canola foram cultivadas com bastante atenção devido ao bom valor registrado desta alternativa de cultivo no período de inverno.

Foto: Divulgação/Emater-RS/Ascar

CEVADA

O plantio da cevada está finalizado, com 12% das lavouras em germinação e 88% em desenvolvimento vegetativo, com bom estande inicial de plantas e padrão de lavoura. Em algumas áreas nas regiões Celeiro, Noroeste Colonial e Alto Jacuí o desenvolvimento é desuniforme, apresentando plantas com coloração verde-pálida ou amarelada. No Planalto, a evolução é muito boa, já que grande parte das lavouras foram implantadas nas áreas mais férteis e limpas das propriedades rurais, com uso de média tecnologia e de cultivares precoces, com alta densidade de semente por hectare.

CANOLA

Na canola, restam poucas áreas na região Noroeste para encerrar o plantio no Estado. As demais avançam para o início do estágio reprodutivo (floração). As temperaturas mais altas têm contribuído para o desenvolvimento mais rápido das plantas, principalmente as áreas implantadas no início do período recomendado e antes das chuvaradas, que poderão ter reflexos negativos na produtividade final de muitas lavouras.

 

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