Trigo: pouco mais de 83 mil hectares é semeado no Rio Grande do Sul

Foto: Divulgação
Destaque Rural | Portal do Agronegócio | Revista, Agricultura, Pecuária, Mercado

A retomada do plantio da cultura recomeçou já no domingo (11) , em que pese o solo excessivamente úmido a atividade. Alguns produtores ainda realizam operações de dessecação nas lavouras a serem cultivadas, na espera de que as condições melhorem e as operações cheguem a um resultado satisfatório, para assim  evitar mais  gastos. Entretanto, outros se deparam com a necessidade de um novo manejo químico nas lavouras já dessecadas, repondo novamente fertilizantes e herbicidas para que as sementes tenham uma germinação adequada.

Nas áreas onde as chuvas foram mais intensas, muitas das lavouras mostram a necessidade de correção dos efeitos causados pelas enxurradas, como nivelamento de voçorocas, reconstrução de terraços, limpeza de canais escoadores, bem como a reconstrução das vias internas para o deslocamento das máquinas dentro das lavouras e talhões. Nesse cenário, dependendo da região produtora, a semeadura encontra-se atrasada,  o que pode resultar  na desistência de plantio em algumas áreas.

VER MAIS: Excesso de chuva preocupa produtores  

VER MAIS: Brasil deve importar mais trigo, diz USDA

VER MAIS: Secretaria da Agricultura estuda alternativas para melhorar a qualidade do trigo no RS

Foto: Divulgação

Segundo informações da Emater/RS-Ascar, só foi possível semear até o momento pouco mais de 83 mil hectares, o que representa cerca de  12% do previsto para este ano.

Este fato se reveste de importância para os produtores, que estão preocupados com a aproximação do final do período recomendado para o plantio dentro do zoneamento agroclimático, principalmente para as variedades precoces.

Em Passo Fundo, uma das principais regiões produtoras do estado,  nenhum hectare recebeu sementes. Há o receio, segundo pesquisadores, de que este atraso comprometa o plantio das culturas de verão.  A janela de plantio indicada para o Rio Grande do Sul vai até o fim de julho nas regiões mais altas e fronteira sul. Já nas áreas mais baixas, o período está em finalização.

CANOLA

Para a conclusão do plantio de canola, faltam aproximadamente 5%  da área.  Nas áreas já instaladas, o padrão das lavouras é regular, prejudicadas pelo excesso de chuvas.

CEVADA

Com o retorno do sol e tempo seco,  os produtores vão continuar o plantio de cevada. Os trabalhos serão concentrados na dessecação das áreas e no plantio, uma vez que este está atrasado; historicamente, neste período e nas principais regiões produtoras, já teria-se plantado cerca de 80% da área prevista.

Deixe uma resposta