Soja convencional: um nicho de mercado a ser explorado

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A demanda dos mercados europeus e asiáticos impulsiona preço

Redação Destaque Rural 

O Brasil, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é o segundo maior produtor de soja do mundo, apenas na safra 2015/16 foram registrados 95,631 milhões de toneladas. O país só fica atrás dos Estados Unidos. Para a safra 2016/17, a projeção brasileira passa os 100 milhões de toneladas, um recorde histórico para a agricultura brasileira, que cada vez mais é sinônimo de tecnologia em produtividade.

A soja é um grão que pode ser utilizado nas mais diversas maneiras e esse potencial produtivo, que abrange desde ração animal a produção de laticínios, também é alvo de polêmica.  Tanto pode ser semeado um grão de soja convencional ou um transgênico, que é chamado no meio rural de Soja RR (Roundup Ready®). A soja convencional não possui alterações genéticas, ao contrário do segundo tipo, que é resistente ao herbicida glifosato mesmo após o plantio.

A soja RR foi desenvolvida na década de 1980, e segundo a detentora da patente, a Monsanto, foi pensada para gerar mais produtividade por hectare e diminuir os custos na lavoura. Nos Estados Unidos, em 1994 ocorreu a aprovação do uso da semente geneticamente modificada. Já no Brasil, a aprovação só aconteceu em 2005, com a publicação da Lei de Biossegurança.

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A Soja RR é predominante nas lavouras brasileiras e para o presidente da Aprosoja do Mato Grosso, Endrigo Delcin, estimular o produtor a usar a soja convencional é uma oportunidade de mais lucro e ter menos gastos com royalties a pagar para as empresas como Monsanto, por exemplo. “Mercados asiáticos e europeus vem demandando este tipo de soja e pagam bem pela saca, o prêmio está, em média, R$ 12”, comenta Delcin. Segundo ele, não se trata de escolher qual é o melhor grão para plantar, mas sim proporcionar ao produtor rural uma diversidade de cultivares no mercado de soja. Em Mato Grosso, de acordo com dados da Aprosoja MT, apenas 10% da soja usada é convencional.

Vendo este mercado crescer, a Embrapa lançou neste ano uma cultivar de soja convencional com ciclo precoce de 95 a 105 dias. A cultivar BRS6980 é adaptada para o Cerrado brasileiro e tem como característica principal a resistência a estresse hídrico. Segundo a Embrapa, esta soja convencional promete ser resistente a Cancro da Haste, Mancha Olho-de-rã e Pústula Bacteriana e outras doenças.

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