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Levantamento da Fiesp revela que PIB do agronegócio paulista cresceu 7,4% em 2016

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O levantamento confirma a prévia do resultado estimado para o ano, divulgada em fevereiro

O resultado do PIB do agronegócio do estado de São Paulo apresentou alta de 7,4% em 2016, para R$ 276 bilhões, representando 13,8% do PIB total do estado e 18,7% do PIB do agronegócio brasileiro. O levantamento, feito pelo Departamento do Agronegócio da Fiesp (Deagro) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, confirma a prévia do resultado estimado para o ano, divulgada em fevereiro pela entidade.

O PIB do agronegócio de São Paulo é calculado a partir da soma do valor agregado pelas “indústrias antes da porteira da fazenda” ou de insumos agropecuários, com participação de 5,6%; pela atividade “dentro da porteira da fazenda” ou agropecuária, com 11%; pelas indústrias “depois da porteira da fazenda”, com 40,7%; e pelos serviços diretamente ligados ao agronegócio, que representam 42,7% do resultado total.

A atividade primária, “dentro da porteira da fazenda”, impulsionou o resultado agregado, apresentando a mais expressiva variação do PIB (19,7%), com destaque para a atividade agrícola (25,4%), entre os elos da cadeia produtiva do agronegócio paulista em 2016. A forte recuperação no ano dos setores de cana e laranja – atividades em que o Estado é líder na produção nacional, com 57% e 73%, respectivamente, de todo o volume produzido no Brasil, aliado à recuperação da confiança do produtor a partir do segundo trimestre do ano passado, foram determinantes para o resultado apresentado no campo. Além disso, vale destacar que as culturas do café, soja, milho, banana, batata, amendoim, feijão e uva também tiveram um bom ano e deram impulso ao forte crescimento.

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Em relação ao elo “antes da porteira da fazenda” (insumos agropecuários), o crescimento foi de 4,8% no ano, com destaque positivo para os insumos pecuários (8,2%) e alta também para insumos agrícolas (2,9%). Quanto ao segmento industrial “depois da porteira da fazenda” (indústrias de alimentos, celulose entre outras), houve avanço de 5,9% sobre 2015, influenciado especialmente pelo ramo agrícola (6,8%). Observou-se alta no faturamento nas indústrias de café, produtos amiláceos, óleo de soja, açúcar, etanol e fabricação de papeis.

Para a indústria da pecuária, houve recuo de 0,9% no ano. No caso do abate de bovinos, o resultado foi pressionado pela redução de 4,6% nos preços e de 6,3% na produção. A fraca demanda doméstica limitou os preços da carne, e a crise econômica, com inflação ainda elevada e alto desemprego, levou a quedas nos preços reais de todos os elos da cadeia.

 

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