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Arroba do boi tem a pior queda para maio em quase 20 anos

Foto: Divulgação
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O mês de maio é, tradicionalmente, um período em que as cotações recuam Cerca de 90% dos animais abatidos no Brasil são terminados com alimentação exclusivamente a pasto

Em maio, os preços da arroba de boi gordo recuaram 4,63%, a queda mais significativa para esse mês desde 1998, considerando-se a série histórica do Indicador ESALQ/BM&FBovespa, estado de São Paulo. As informações são do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

Segundo pesquisadores do Cepea, a forte desvalorização da arroba bovina em maio de 2017 está atrelada à maior oferta de animais para abate, devido à retomada da produção, após a seca observada em 2013/2014, e à diminuição no abate de matrizes. Já no correr deste ano, com a queda do preço do bezerro, houve aumento na participação das fêmeas no abate, ajudando a indústria a preencher as escalas e, consequentemente, pressionando o valor da arroba. Pesquisadores do Cepea ressaltam, no entanto, que a queda nos preços do boi ainda foi limitada pelas chuvas, que se estenderam ao longo de maio. Isso porque, com o clima favorecendo as pastagens, muitos pecuaristas podem “segurar” seus animais no pasto.

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Quanto à demanda, a economia brasileira não tem apresentado sinais de recuperação suficientes a ponto de elevar o consumo da proteína, enquanto as exportações da carne bovina in natura vêm registrando fortes quedas mensais – o volume embarcado de janeiro a maio deste ano está 10% inferior ao do mesmo período de 2016, segundo a Secex. Além disso, pesquisadores do Cepea lembram que o setor enfrentou três grandes desafios neste ano: a operação Carne Fraca, da polícia federal, a volta da cobrança do Funrural e, recentemente, as investigações de uma indústria de grande relevância para o setor.

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