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Agronegócio gaúcho registra perda de emprego em abril, mas saldo no ano segue positivo

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As estatísticas geradas tomam por base os dados brutos disponibilizados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego

Em abril, o agronegócio gaúcho, pela primeira vez no ano, registrou saldo negativo na geração de empregos. O número de admissões (13.639) foi menor ao de desligamentos (15.927), o que resultou  na perda de 2.288 postos de trabalho com carteira assinada.  Os dados foram divulgados pela FEE (Fundação de Economia e Estatística), ontem (5).

A redução do estoque de empregos com carteira assinada a partir do segundo trimestre reflete a sazonalidade da produção agrícola e, segundo a FEE, pode  ser interpretada como um movimento característico do setor que se repete anualmente. Esse fenômeno é explicado, sobretudo, pela desmobilização parcial de trabalhadores contratados temporariamente em atividades direta ou indiretamente vinculadas à colheita e ao recebimento da safra de verão no Rio Grande do Sul.

Embora o resultado de abril tenha sido negativo, houve criação de empregos em alguns setores do agronegócio. Assim como no mês anterior, a maior abertura de vagas ocorreu no setor de fabricação de produtos do fumo (mais 2.309 postos). O emprego na indústria fumageira apresenta um forte componente sazonal, associado ao fluxo de recebimento de matéria-prima em condições de processamento. Os empregos desse setor estão concentrados na região do Vale do Rio Pardo, principal aglomeração produtiva com essa especialização no Brasil.

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Últimos 12 meses

saldo acumulado dos últimos 12 meses (maio/2016-abr./2017) voltou a ser positivo (mais 1.531 empregos). Os setores com maior criação de empregos nesse período foram os de fabricação de produtos do fumo (mais 1.734 postos), de produção de lavouras permanentes (mais 1.004 postos) e de comércio atacadista de produtos agropecuários e agroindustriais (mais 801 postos)

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