Futuro da alimentação mundial dependerá do Brasil

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Os olhos do mundo se voltam ao potencial de produção do país

Redação Destaque Rural

A população mundial cresce a cada dia e a projeção é que, até 2025, se tenha um aumento de 9,7% na população mundial, que corresponderá a 8,1 bilhões de habitantes, segundo um estudo da Word Bank. Para atender a esta demanda de pessoas com novas necessidades, é necessária uma produção de alimentos em larga escala. Para Alan Bojanic, representante no Brasil na Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a expectativa é de que o grande país responsável por alimentar o mundo seja o Brasil. “Temos a certeza de que com as políticas corretas, com a atitude dos produtores, a pesquisa agropecuária que se tem nas universidades, vamos poder fazer do Brasil o maior exportador de alimentos e também um dos principais atores para alimentar o mundo do futuro”, explicou Bojanic no II Fórum Estadual do Agronegócio, realizado na sexta-feira (02) em Passo Fundo.

O representante no Brasil da FAO acredita que o país precisará entrar em uma quarta revolução industrial para atender a expectativa. “Vamos precisar de novas tecnologias para adaptarmos temas de seca ou enchentes, questões de drenagem, e investir muito mais em termos de ambientes protegidos para a agricultura”, salienta Bojanic.

 

GARGALOS

Para Alan Bojanic, o principal desafio que o Brasil tem que enfrentar é o escoamento dos produtos. “É um diagnóstico já antigo, sem novidade, mas continua sendo um problema as rodovias e os portos, mas também temos que pensar na agregação de valores, o Brasil tem que exportar com maior valor agregado”, comentou. De acordo com o estudo “Transporte & Desenvolvimento – Entraves logísticos ao escoamento de soja e milho”, feito pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, problemas no escoamento encarecem em cerca de 30% os custos operacionais do transporte. Se não existissem esses gastos adicionais, o produtor rural poderia ter uma economia anual de mais de R$ 3 bilhões.

 

OPORTUNIDADES

Hoje, um dos maiores exemplos de exportação no valor agregado é o setor de proteína animal. Bojanic acredita que o Brasil poderia aproveitar a oportunidade de gerar valor agregado com a soja e com o milho. “O Brasil exporta soja sem maior valor agregado, no lugar de exportar grãos, o Brasil poderia exportar o óleo de soja ou outros produtos com maior nível de elaboração”.  O representante cita o exemplo da China, que possui nos portos indústrias para o processamento da soja. “Temos que tirar a água que estamos exportando, deixar esta água no Brasil e exportar o produto com os atributos básicos que eles têm”, finaliza.

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