Cotações internas da soja recuam, seguindo dólar e Chicago

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O mercado brasileiro de soja teve uma semana de poucos negócios e de preços sob pressão. Após a reação da semana passada, a combinação de recuo em Chicago e desvalorização do dólar afastou os negociadores, limitando a comercialização a operações pontuais.  A saca de 60 quilos recuou de R$ 68,00 para R$ 66,00 entre os dias 18 e 25 de maio, em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 64,00 para R$ 63,00. Nos portos de Paranaguá e Rio Grande, o preço caiu de R$ 71,50 e R$ 72,00 para R$ 70,00.

 Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 62,00 para R$ 59,00. No mesmo período, o preço caiu de R$ 58,50 para R$ 57,50 em Dourados, no Mato Grosso do Sul. Em Rio Verde (GO), a cotação baixou de R$ 62,50 para R$ 60,00.  Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em julho acumularam desvalorização de 1,13% no período, fechando a quinta a US$ 9,39 ½ por bushel. A queda nos preços do petróleo e o cenário fundamental negativo para as cotações pesaram sobre os contratos.

 Além da confirmação de ampla oferta sul-americana, o bom avanço do plantio nos Estados Unidos pesa sobre Chicago. Por enquanto, o clima não tem sido motivo de preocupação. Não há indicações de perda no potencial produtivo das lavouras norte-americanas. Principal responsável pela boa movimentação na semana anterior, o dólar comercial caiu 3,12% na relação com o real no período. Mesmo com a crise política, o mercado mostra-se confiante com o andamento das reformas no Congresso. A moeda fechou a quinta a R$ 3,284, após romper R$ 3,40 no dia 18.

*Com informações da Safras & Mercado

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