I Encontro Nacional da Cultura do Sorgo

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A cultura do sorgo no Brasil se deu muito bem com o clima da região central

Lá, a produção do grão se dá principalmente como forma de segunda safra, tendo a cultura seu início preferivelmente ao final de fevereiro. O sorgo é uma cultura mais tolerante a condições de estresse hídrico, o que permite período maior de cultivo. Outra característica importante deste cereal, utilizado para alimentação animal e humana, é demandar investimentos relativamente menores que o de outras culturas. Isto representa uma opção de renda para diversos agricultores. As demandas e gargalos da produção de sorgo no Brasil foram os principais destaques debatidos no I Encontro Nacional da Cultura do Sorgo, em Uberlândia.
“Com o sorgo nós aprendemos o que é ter uma segunda safra e uma segunda remuneração. Ele é uma planta mais rústica que aguenta mais desafios. E ela gosta de desafios então quanto mais você investe na cultura do sorgo mais ela produz”. O produtor rural, Julio Cesar Pereira Junior, que compreende o sorgo como uma cultura que contribui para a que o produtor entenda melhor o funcionamento do sistema de rotações.


Apesar de o sorgo se desenvolver em ambientes com baixa umidade, isso não significa que não necessite de adubação. O pesquisador da Embrapa, Cícero Bezerra de Menezes explica: “o sorgo que não for adubado, além de poder não produzir, ainda pode gerar prejuízos de produção para a cultura que vem em rotação a seguir que é a soja”, comenta o pesquisador que compreende o sorgo como ator principal para o fortalecimento do sistema.
A cultura do sorgo, além de contribuir para a qualidade do sistema de rotação, é um aliado no combate de nematoides no solo, assim como explica professora Maria Amelia, pesquisadora da Universidade Federal de Uberlândia: “O sorgo, nesse cenário, tem uma competição com a cultura do milho. E o milho no sistema de rotação sem alterações ele tem uma menor chance de contribuir para a redução da população de nematoides”. A pesquisadora acredita que exista uma esperança na cultura do sorgo, uma possibilidade da redução da incidência de nematoides presentes para as outras culturas, aliadas aos manejos adequados.


Assim como os nematoides, são muitas as doenças que o manejo correto com o partem sorgo pode dirimir em rotação com outras culturas. “As estratégias de manejo de sorgo, desde o conhecimento do histórico de sua área de cultivo. É importante conhecer o clima de sua região. Saber a hora de se plantar. As doenças são afetadas por vários fatores. Dentre as quais o clima é uma das mais importantes. Sendo a variação de temperatura e de umidade, sendo preponderante para uma maior ou menor incidência de doenças”, a pesquisadora da Embrapa, Dagma Dionísia da Silva comenta que para doenças de fase vegetativa, o manejo com sorgo pode ser eficiente, evitando até aplicações químicas posteriores.
Acompanhe a os depoimentos dos completos dos palestrantes que trouxeram algumas respostas para as inquietações da produção nacional de sorgo:

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