Redução da área de trigo pode valorizar o preço do cereal neste ano

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A tendência de aumento do preço do trigo pode ocorrer por conta da falta de produto para abastecer o mercado

Redação Destaque Rural 

Para 2017, segundo a Comissão de Trigo da Farsul, a área de trigo plantada no Rio Grande do Sul vai diminuir e pode chegar a pouco mais de 600 mil hectares.  Sem o retorno desejado, o setor tritícola gaúcho, que no ano passado viveu uma das melhores safras do cereal, vai cortar investimentos por conta da baixa comercialização. Mesmo com o apoio dos leilões governamentais PEP (Prêmio para Escoamento do Produto) e PEPRO (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural) que movimentaram cerca de R$130 milhões, muitos produtores preferem não arriscar.

Com este cenário, o Brasil foi o principal destino das embarcações do cereal argentino em abril, cerca de 390 mil toneladas, de acordo com dados oficiais da Argentina relativos às declarações nas aduanas. Comparado ao mês de março houve queda, onde foram embarcadas mais de 500 mil toneladas.

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Para o consultor em Agromercados da Trigo & Farinhas, Luiz Carlos Pacheco, a tendência para este ano é de um aumento no preço do grão, visto que a área de produção gaúcha vai diminuir. “A expectativa é que o preço [do trigo] aumente, pois a maioria dos agricultores não vai plantar, então vai faltar produto e, se faltar, vai ter mais disputa, os moinhos vão disputar a boa matéria prima disponível”, afirmou o consultor durante o Seminário Técnico Biotrigo, que ocorreu hoje (04) em Carazinho. O evento reuniu aproximadamente 300 pessoas, entre elas produtores rurais, membros de cooperativas, empresários e pessoas ligadas à cadeia tritícola. Pacheco também lembrou que, como a demanda por farinha, por exemplo, tem se mantido estável, a tendência é de que os moinhos, na falta de produto no mercado interno, vão recorrer a Argentina. “Esse trigo importado chega aqui por volta de US$ 245, que dá cerca de R$ 700 por saca. Essa é mais uma razão para os moinhos pagarem um pouco mais pelo trigo bom e nacional”, conclui o consultor.

 

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