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Preço do arroz brasileiro cai em março com avanço da colheita

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O avanço da colheita do arroz pressionou os preços nacionais do grão em março. Na média do Rio Grande do Sul a saca é cotada a R$ 39,81, a menor desde 14 de abril de 2016. Em relação ao mesmo período do mês passado a queda acumulada é de 15,6%. Quando comparado ao mesmo momento do ano passado o recuo é de 0,9%. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Elcio Bento, o movimento de queda era esperado, porém, a rapidez e a intensidade vêm surpreendendo.

“Tendo virado a temporada com estoques extremamente baixos, a escassez de oferta segurava as cotações nacionais em patamares superiores aos das paridades de importação e exportação. Ou seja, o produto nacional era mais caro que o importado para o abastecimento doméstico e estava quase 40% acima do preço do arroz norte-americano. Corrobora para essa pressão baixista a necessidade de venda por parte de produtores para quitar financiamento em produto”, analisa.

Conforme Bento, os números divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior (MDIC) no início do mês de março mostram que o aumento das importações e a queda das exportações de arroz não foram suficientes para impedir uma queda acentuada dos estoques de passagem do produto no Brasil.
De acordo com o MDIC (sempre usando números base casca), no último mês de fevereiro as importações foram de 98,691 mil toneladas, contra 123,280 mil toneladas do mês anterior. No acumulado da temporada foram importadas 1,221 milhão de toneladas. O maior volume comprado na temporada foi de grãos beneficiados, com 766,23 mil toneladas, seguido pelos descascados com 348,207 mil toneladas, 98,057 mil toneladas em casca e 8,407 mil toneladas em grãos quebrados.

Exportações
Na outra ponta da balança comercial, as vendas externas totalizaram 51,100 mil toneladas em fevereiro, contra 79,284 mil toneladas do mês anterior. Com isso as vendas totais acumuladas ao final do ano comercial foram 894,939 mil toneladas. O maior volume das vendas externas no ciclo foi de quebrados, com 391,554 mil toneladas. As vendas de grãos beneficiados foram de 328,617 mil toneladas. O total de grãos em casca vendidos ao exterior foi de 167,446 toneladas e as outras 7,321 toneladas foram de grãos descascados.
“Os números levam a um déficit comercial de 325,961 mil toneladas na temporada. Esse déficit foi gerado pelas compras de arroz beneficiado, que superam as vendas em 437,612 mil toneladas e de arroz descascado que são 340,886 mil toneladas superiores às exportações. O arroz quebrado apresentou superávit de 383,148 mil toneladas”, explica o analista de SAFRAS & Mercado, Elcio Bento.
As vendas externas de arroz em casca superaram as compras em 69,389 mil toneladas. Esse resultado do comércio internacional confirma que os estoques de passagem do país ficou em 398,723 mil toneladas, suficientes para 12 dias de consumo, que é o menor da história. Nas últimas cinco temporadas os estoques atenderiam, na média, 56 dias de consumo.

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