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Chicago cai 7% e pressiona preços da soja no Brasil em março

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Os preços da soja despencaram no mercado físico brasileiro de soja no mês de março, acompanhando a forte queda dos preços futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A movimentação foi limitada a negócios pontuais, com alguns produtores aproveitando momentos de pico do dólar para honrar compromissos.

A saca de 60 quilos recuou de R$ 68,00 para R$ 62,00 no mês na região de Passo Fundos (RS). Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 64,30 para R$ 61,00 em março.

Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 62,00 para R$ 56,50. Em Dourados (MS), o preço baixou de R$ 59,00 para R$ 55,00. Na região de Rio Verde (GO), a cotação baixou de R$ 62,00 para R$ 57,00.

A queda interna refletiu um quadro baixista na Bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 7% no período, encerrando o mês a US$ 9,63, após abrir em US$ 10,35 3/4 por bushel.

A ampla oferta mundial do produto fez Chicago encerrar 17 das 22 sessões do mês no território negativo. No Brasil, a colheita avançou sem sobressaltos, obrigando instituições oficiais e consultorias privadas a elevar as suas estimativas. A safra será a maior da história e deverá ficar em torno de 110 milhões de toneladas.

O Paraguai também colherá produção recorde, de 10 milhões de toneladas. Na Argentina, os prejuízos causados pelas chuvas de janeiro parecem ter sido superdimensionados. A Bolsa de Buenos Aires projeta uma safra cheia de 56,8 milhões de toneladas. Lembrando que depois das precipitações chegou a se falar em safra de 52 milhões de toneladas.

Completando o cenário negativo para os preços, os produtores norte-americanos, mesmo com a recente queda de Chicago, estão inclinados a plantar a maior área da história dos Estados Unidos. A relação de troca com o milho favorece a oleaginosa. Com isso, se forma um cenário de ampla oferta global que deve manter as cotações externas sob pressão.

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