Lavouras de inverno: como será o clima neste ano?

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Próximos meses não devem sofrer a influência de El Niño ou La Niña. A previsão, entretanto, ainda diverge a opinião de agrometeorologistas.

 

O primeiro semestre de 2017 deve ser um período de neutralidade, sem grandes influências dos fenômenos El Niño ou La Niña. Com a chegada do outono, os produtores se perguntam sobre como o clima afetará as lavouras de inverno no Sul do país. Entretanto, para o agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antônio dos Santos, ainda é cedo para falar sobre isso. “Mas é fato que as águas do oceano pacífico estão ficando cada vez mais quentes”, afirma. O agrometereologista acredita que do final do inverno até o começo da primavera teremos um período de neutralidade, nem inclinado para o La Niña, que em geral reduz as temperaturas e o volume de chuvas na região Sul do país e nem para o El Niño, que tem o efeito contrário ao primeiro. “A neutralidade tem um viés positivo”, acrescenta Marco Antônio.

Para as culturas de inverno, como o trigo, esse viés positivo destacado por Marco Antônio será bom, já que o outono e inverno serão mais úmidos e a ocorrência de frio será menor, parecido com o inverno do ano de 2015.  “Não vai ser um frio duradouro, de ficar 10 ou 15 dias seguidos com temperaturas baixas”, afirma Santos.

 

Alerta

Já o agrometeorologista da Somar Meteorologia, Celso Oliveira acredita que com este aquecimento das águas do pacífico as projeções sejam de um novo fenômeno El Niño no decorrer do ano. Oliveira alerta para que os produtores tenham cuidado, pois este El Niño não será, de acordo com ele, parecido com o que ocorreu entre 2015 e 2016. “Esse fenômeno que vai aparecer no meio do ano será mais fraco e com isso há a expectativa de um outono e inverno mais chuvoso”, destaca Celso. Apesar disso, as chuvas não serão intensas e contínuas como foi registrado há dois anos.

Celso comenta que quando o El Niño predomina o risco de incidência das geadas é menor, mas como este ano terá, na visão dele, um fenômeno fraco e diferente dos que já ocorreram, é possível registrar geadas. E faz o alerta: “o produtor precisa ficar atento que por ser um fenômeno fraco, isso não descarta que possamos ter ondas de frio tardias, chegando até a primeira quinzena de setembro no Rio Grande do Sul”, finaliza Oliveira.

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