Preços da soja recuam e mercado registra poucos negócios

Foto: Ascom SMARH
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O mercado brasileiro de soja teve uma semana de escassos negócios e preços sob pressão. Com Chicago e dólar apresentando desvalorização, os produtores se afastaram do mercado e optam por centrar atenções na evolução da colheita da maior safra da história do país.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 69,00 para R$ 66,50 entre os dias 9 e 16 de março. No mesmo período, a cotação baixou de R$ 66,00 para R$ 63,00 em Cascavel (PR).

Na região de Rondonópolis (MT), o preço permaneceu estabilizado em R$ 60,00. Em Dourados (MS), o preço caiu de R$ 59,50 para R$ 58,00. Já em Rio Verde (GO), a saca baixou de R$ 63,00 para R$ 61,00.

O contrato maio enfileirou oito sessões consecutivas de perdas até quarta, 15, atingindo o menor patamar em cinco meses. O mercado sente a pressão fundamental. A safra sul-americana deve ser recorde, mudando o foco dos compradores do mercado americano para Brasil e Argentina.

Além disso, as projeções iniciais indicam que os Estados Unidos deverão plantar a maior área da história em 2017. A área deve ocupar 88,7 milhões de acres, conforme estimativa da empresa de consultoria americana Informa Economics. O número anterior era de 88,647 milhões de acres.

No dia 31, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará a sua intenção de plantio para 2017. Será o primeiro número oficial. No final de fevereiro, durante o Fórum Anual, o USDA apontou para uma área de 88 milhões de acres.

Em Chicago, o contrato com vencimento em maio acumulou queda de 0,94% entre 9 e 16 de março, encerrando a US$ 10,01 ½. O comportamento do dólar também não colaborou para a formação dos preços internos. A moeda recuou 2,5% no período, a R$ 3,116.

 

Fonte: Safras e Mercado

Texto: Dylan Della Pasqua

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