Lenta reposição do atacado para o varejo impede alta nos preços do boi gordo

Destaque Rural | Portal do Agronegócio | Revista, Agricultura, Pecuária, Mercado

Porto Alegre, 17 de fevereiro de 2017 – O mercado de boi gordo permaneceu com preços pouco alterados nesta semana, sem grandes novidades da conjuntura de oferta e demanda. “Os frigoríficos em geral seguem pouco interessados em reajustar os preços de balcão”, aponta o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, esse tipo de estratégia se consolida após uma lenta reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês. “O escoamento da carne tende a se tornar ainda mais lento durante a segunda quinzena, período que não conta com o mesmo apelo ao consumo”, observa.

Os pecuaristas em geral seguem se aproveitando da boa condição das pastagens para reterem a oferta de animais terminados, aguardando por preços mais vantajosos. “Esse movimento fica condicionado a eventuais reajustes da carne bovina no atacado. Apenas nesse caso haveria uma mudança de comportamento dos frigoríficos”, assinalou.

A média de preços da arroba do boi gordo nas principais praças de comercialização na terceira semana de março.

* São Paulo – R$ 146,75 a arroba, contra R$ 146,77 a arroba na semana passada.
* Goiás – R$ 130,66, contra R$ 129,66 a arroba.
* Minas Gerais – R$ 138,00, contra R$ 137,66 a arroba.
* Mato Grosso do Sul – R$ 135,16, contra R$ 135,44 a arroba.
* Mato Grosso – R$ 126,88, contra R$ 127,05 a arroba.

Exportações

As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 160,3 milhões em março (8 dias úteis), com média diária de US$ 20 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 39 mil toneladas, com média diária de 4,9 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.111,80.

Na comparação com fevereiro, houve ganho de 10,6% no valor médio diário da exportação, alta de 10,6% na quantidade média diária exportada e estabilidade no preço médio.

Na comparação com março de 2016, houve ganho de 7,2% no valor médio diário, baixa de 3,2% na quantidade média diária e valorização de 10,7% no preço médio.

Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Safras e Mercado

Texto: Fábio Rübenich

 

Deixe uma resposta