Dólar em baixa paralisa mercado brasileiro de soja

Um Dólar chega a quatro reais. Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
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O mercado brasileiro de soja teve uma semana de preços sob pressão e poucos negócios. A queda do dólar comercial e a queda dos contratos futuros em Chicago praticamente travaram os negócios com soja no mercado brasileiro.

A saca de 60 quilos recuou de R$ 72,00 para R$ 71,00 entre os dias 9 e 16 de fevereiro em Passo Fundo (RS). No mesmo período, o preço passou de R$ 67,00 para R$ 68,00 em Cascavel (PR).

Em Rondonópolis (MT), a cotação baixou de R$ 64,50 para R$ 63,00. Em Dourados (MS), o preço recuou de R$ 62,50 para R$ 61,00. Em Goiás, na região de Rio Verde, a saca baixou de R$ 66,00 para R$ 64,00.

O principal fator de pressão para os preços domésticos na semana foi o câmbio. A moeda acumulou queda de 1,47% para R$ 3,085 no fechamento da quinta. O otimismo no exterior e decisões positivas para o mercado em Brasília colocaram a moeda sob pressão.

O mercado futuro em Chicago teve uma semana de altos e baixos, mas no balanço da semana predominou a queda. Mesmo com uma boa demanda pela soja americana, o cenário de ampla oferta mundial mantém o mercado pressionado.

Os contratos com vencimento em março recuaram 0,64% no período, caindo de US$ 10,50 ½ para US$ 10,43 ¾. A tendência é de deslocamento da demanda mundial do mercado americano para Brasil e Argentina, na medida em a colheita avança na América do Sul.

Apesar de alguns problemas pontuais, no momento o excesso de chuvas no Mato Grosso, as lavouras se desenvolvem bem no Brasil e a safra deverá ser a maior da história, batendo na casa de 107 milhões de toneladas, segundo SAFRAS & Mercado.

Na Argentina, as chuvas de janeiro causaram prejuízos. Mas, no momento, se estima uma safra em torno de 55 milhões de toneladas. Ou seja, a queda não deverá ser tão acentuada como anteriormente projetado.

Fonte: Agência SAFRAS

Texto: Dylan Della Pasqua

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