Previsão climática para fevereiro, março e abril de 2017

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Por: Jossana Cera é meteorologista, doutora em Engenharia Agrícola pela UFSM e consultora do Irga

O resfriamento das águas da superfície do Oceano Pacífico Equatorial diminuiu de intensidade voltando à condição Neutra, devido às águas subsuperficiais que estavam dando suporte a esse resfriamento, também voltarem à neutralidade. Com isso, a precipitação nos próximos meses deverá ser comandada pelos fenômenos mais locais, como as frentes frias e áreas de instabilidade localizadas associadas ao calor.

O IRI (International Research Institute for Climate and Society, da Universidade de Culumbia-EUA) está indicando que até o trimestre abril-maio-junho estaremos sob condição de Neutralidade no Oceano Pacífico Equatorial (acima de 80% de probabilidade). Em geral, a previsão para os próximos meses indica chuvas dentro da média histórica.

As previsões do modelo utilizado pelo CPPMet da UFPel indicam chuvas ainda um pouco abaixo da média, principalmente no mês de fevereiro (mapa B), entre 50-85 mm indicado pela cor laranja escuro. Ressaltando que em alguns pontos do estado poderá haver chuvas mais abundantes, devido às chuvas de verão, que em sua maioria ocorrem em pequenas áreas, curta duração e alta intensidade. Essa condição de tempo deverá ir se normalizando conforme avançarmos no outono, com abril podendo ter precipitação um pouco acima do padrão (mapa F), principalmente na metade sudeste do Rio Grande do Sul.

A previsão de chuva abaixo da média em fevereiro indica que a disponibilidade de radiação solar será maior. Em se confirmando essa previsão, a perspectiva é que as lavouras que estão florescendo nesse período tenham suas produtividades maximizadas devido a essa maior quantidade de luminosidade.

Com relação à temperatura, no mês de fevereiro a temperatura mínima deve ficar um pouco abaixo da média. Em havendo previsão de temperaturas mais baixas, entre 15 e 19°C (dependendo da cultivar), durante o período do emborrachamento até a floração, o orizicultor deve se preparar e aumentar a lâmina d’água a fim de minimizar os prejuízos, já que baixas temperaturas podem aumentar a esterilidade nas espiguetas e com isso reduzir a produtividade de sua lavoura de arroz (SOSBAI, 2016).

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