Infográfico – cuidados com o percevejo nas lavouras

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Se perguntarmos a um produtor rural, qual a praga que mais afeta sua lavoura atualmente, com certeza, a principal resposta será o percevejo. A praga pode prejudicar a partir da fase de formação das vagens até o final do desenvolvimento das sementes. Por isso representam um perigo na reta final do cultivo, quando se define o rendimento e a qualidade da semente.

O percevejo é responsável também por transmissão de doenças fúngicas e a indução de um distúrbio fisiológico que afeta a maturação normal das plantas atacadas, acarretando o aparecimento de folhas verdes ao final do ciclo, prejudicando o processo de maturação da planta. Isto causa problemas na colheita, pelo excesso de umidade no processo de trilha e no produto colhido. O resultado final é prejuízo, pela queda no rendimento e qualidade e, no caso de produção de sementes, pela sua inviabilização.

PERCEVEJO

PERCEVEJO

Hoje em dia, o manejo dessa praga é muito complexo e exige um esforço muito grande do produtor. “O percevejo que causa dano na soja é o percevejo marrom. Indica-se para o produtor fazer sempre o monitoramento da área. Porque os sintomas ocorrem, mas é quando a praga já causou um dano severo na planta, causando abortamento de vagem, redução do peso do grão e redução de qualidade e produtividade da semente.

A palavra de ordem é monitoramento, para que o produtor posa escolher a medida mais adequada para o manejo da praga, seja de forma química ou biológica”, é o que explica o pesquisador da Fundação MS, José Fernando Grigolli e alerta: “a partir do momento que planta começar a apresentar as primeiras vagens é o momento do produtor acender a luz amarela de atenção que esta é a fase que o percevejo começa a ser uma ameaça mais severa”.

Durante o período de cultivo da soja, a lavoura pode se torna o habitat de diversos parasitas que acabam colocando em jogo a produtividade final da cultura se não houver o manejo adequado. “Temos as pragas iniciais de cultura, dentre eles o percevejo castanho, temos os insetos desfolhadores, como lagartos e besouros que consomem a folha da soja, e por fim os insetos sugadores, como o percevejo marrom e a mosca branca”, explica o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Crébio José Avila.

Para o pesquisador Fernando Grigolli, o produtor precisa ter atenção com a sua propriedade ao avaliar a necessidade da aplicação dos inseticidas. “O tratamento com intervenção biológica ainda é experimental, com poucas opções ao produtor. O inseticida químico é que deve ser aplicado com monitoramento prévio para posicionar o produto de forma correta. O produtor deve estabelecer equipes de monitoramento treinadas para fazer este monitoramento.

Além de enfrentar as atuais ameaças fitossanitárias conhecidas no País, nos últimos anos, o produtor se deparou com várias espécies exóticas que foram reportadas no Brasil. De acordo com a Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária (SBDA), existem cerca de 150 pragas exóticas que ainda podem chegar no Brasil, por conta das fronteiras secas.

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