Nos últimos 5 anos, o custo de exportação de açúcar em contêineres aumentou 45,6%

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Um estudo inédito realizado pela ABTTC, Associação Brasileira dos Terminais Retroportuários e das Empresas Transportadoras de Contêineres,
verificou a variação dos custos para a exportação de açúcar em contêineres através de terminais retroportuários da Baixada Santista.

Segundo dados do levantamento, desde o início das observações, no ano de 2011, este custo era de R$ 872,14. No final de 2016, o mesmo custo
passou para R$ 1.277,92, representando uma variação de 46,5% nos últimos 5 anos. O estudo ainda revelou que aproximadamente 74,2% deste

custonão sofre qualquer interferência do terminal onde o processo é realizado, pois são custos tributários, custos de transporte provenientes de
trabalhadores autônomos e custos de estufagem, que usualmente é realizado por trabalhadores avulsos vinculados ao SINTRAMMAR, Sindicato
dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias em Geral.

O terminal retroportuário recebe apenas 25,8% do total de custos levantados pelo estudo, um percentual que é destinado aos custos operacionais e
administrativos do terminal, além de viabilizar todas as exigências da Receita Federal em relação a sistemas de gerenciamento e de monitoramento
da carga.

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Foto: Reprodução/Internet

Estufagem

O maior impacto nos custos apurados foi o decorrente da contratação de trabalhadores avulsos vinculados ao SINTRAMMAR para realizar a estufagem,
que é trabalho de organização e amarração da carga no interior dos contêineres, obrigação resultante da Lei Federal 12.023/2009. O custo deste segmento
do processo sofreu um aumento de 80,4% em relação aos valores que se apresentavam no ano de 2011.

Apesar de os custo do serviço de estufagem terem apresentado o maior aumento na análise do estudo, o mesmo não considera a perda de produtividade
que ocorre sempre que os trabalhadores avulsos se recusam a movimentar a mercadoria sob alegações diversas, afetando a produtividade do terminal
e impactando os custos.

Controles são cada vez mais necessários

A Receita Federal do Brasil tem exigido cada vez mais garantias de segurança para a habilitação de um terminal retroportuário a operar como REDEX,
Recinto Especial para o Despacho Aduaneiro de Exportação. Devido ao tráfico internacional de drogas, a fiscalização tem exigido cada vez mais
investimentos no monitoramento constante das áreas de trabalho de estufagem, o que encarece o custo dos terminais portuários.

Crescimento do transporte em contêineres para os próximos anos

Outro estudo sobre o assunto foi divulgado pelo Instituto de Logística e Supply Chain e aponta uma projeção de crescimento de 7% no setor até 2021.
A expansão vai fazer com que o volume de contêineres possa atingir 14,7 milhões de TEUs , que é a unidade métrica adotada para designar o volume
de um contêiner. A projeção do estudo prevê um aumento de 90% de crescimento no uso de contêineres comparado com  2011, quando o país
movimentou 8,2 milhões de TEUs.

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Foto: Reprodução/Internet

Crescimento do transporte em contêineres para os próximos anos

Outro estudo sobre o assunto foi divulgado pelo Instituto de Logística e Supply Chain e aponta uma projeção de crescimento de 7% no setor até 2021.
A expansão vai fazer com que o volume de contêineres possa atingir 14,7 milhões de TEUs , que é a unidade métrica adotada para designar o volume
de um contêiner. A projeção do estudo prevê um aumento de 90% de crescimento no uso de contêineres comparado com  2011, quando o país
movimentou 8,2 milhões de TEUs.

 

 

 

 

 

 

 

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