Desafios da Soja na Região das Missões

Foto: Ana Cláudia Capellari
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O Projeto Desafios da Soja foi até a região das missões no Estado do Rio Grande do Sul, distante 270km de Passo Fundo. Em São Luiz Gonzaga, fomos acompanhar o desenvolvimento das lavouras de soja, e ver de perto duas plantas daninhas que estão preocupando os produtores da região, são elas o rabo de burro e o capim amargoso.

 

Sobre o Rabo de Burro e Amargoso

O rabo de burro é naturalmente encontrado na beira das estradas, terrenos baldios com baixa fertilidade de solo ou ainda em pastagens mais antigas. No entanto, a disseminação do rabo de burro pode ocorrer através do vento, já que a sua semente facilita este processo. A floração, normalmente acontece no mês de dezembro até abril, e suas inflorescências formam uma espécie de cauda, lembrando o rabo de burro, daí o nome da planta daninha.

Rabo-de-Burro-em-Lavoura-de-Soja-em-São-Luiz-Gonzaga. Foto: Ana Cláudia Capellari
Rabo de Burro em Lavoura de Soja em São Luiz Gonzaga. Foto: Ana Cláudia Capellari

 

O controle do rabo de burro deve ser feito de imediato, através do uso de herbicidas específicos, uma vez que a reprodução dele acontece de forma muito rápida. Fabiano Argenta, coordenador de marketing da Dow, explica que o rabo de burro se não manejado é uma grande preocupação para o produtor, já que acontece a mato competição entre a cultura e a planta daninha, gerando assim uma perda de produtividade. “É preciso que o produtor fique atento as suas áreas que faça uma bela vistoria, para que não passe despercebido e logo que avistar o rabo de burro já faça o controle”, explica Fabiano. Já o capim amargoso por ser uma planta daninha perene, ou seja, possuir ciclo de vida maior que dois anos e ser altamente competitiva merece uma atenção especial também. Naturalmente encontrada no centro-oeste no Brasil começou a aparecer na região das missões do Estado.

O Coordenador Técnico da Coopatrigo, Marco Pileco comenta que o rabo de burro está em uma área crescente na região. “A dois ou três anos atrás era pouca a infestação. Agora está aumentando e quase todas as propriedades que tem acesso a um corredor ou que estão na beira da estrada, estão com o rabo de burro”.  Pileco ainda destaca que o controle  se torna difícil quando a planta está adulta. “Ela seca as folhas em volta e aí não acontece à penetração do herbicida”. Marco ainda destaca que é necessário ter uma ‘parte verde’ na propriedade para poder ter o controle. “Isso não está acontecendo e contribui para que o problema aumente”, finaliza Pileco.

Capim amargoso na lavoura de Soja em Santo Antônio das Missões. Foto: Ana Cláudia Capellari
Capim amargoso na lavoura de Soja em Santo Antônio das Missões. Foto: Ana Cláudia Capellari

 

Características da Região das Missões

A região das missões normalmente é uma das primeiras a implantar a cultura da soja. Com variedades precoces, na metade de dezembro a soja encontra-se em período de floração, com perfil de solo mais frequentes profundo a muito profundo possuem como características serem bem drenados, com restrições à prática agrícola em função da baixa fertilidade natural e relativa propensão à erosão.Já nas áreas próximas aos rios, encontramos solos pouco profundos a profundos, de coloração escura ou avermelhada. Esse tipo de solo em relevo mais ondulado apresenta grande quantidade de pedregulhos, dificultando as práticas agrícolas mecanizadas. A profundidade limita a produção agrícola por deficiência hídrica. Na região de Ijuí, também são encontrados solos pouco profundos, geralmente bem drenados, se destacando pela alta fertilidade química.

O clima nessa região é típico do Rio Grande do Sul no inverno. Na estação mais fria do ano são registradas temperaturas mínimas inferiores a 10ºC. É comum a presença de geada durante os meses de inverno. No verão, as temperaturas superam a casa dos 30ºC.

No verão, as temperaturas superam a casa dos 30ºC. . Foto: Ana Cláudia Capellari
No verão, as temperaturas superam a casa dos 30ºC. . Foto: Ana Cláudia Capellari

 

O Projeto Desafios da Soja

A soja é a mais importante cultura produzida no Rio Grande do Sul, com participação significativa na economia estadual.  A cultura pode crescer ainda mais, pois, hoje temos uma produção média de 49 sacas por hectare, enquanto alguns produtores já superam o numero de 80 sacas por hectare.  A incidência de doenças, pragas, plantas daninhas e o manejo inadequado do solo são fatores que contribuem para o baixo desempenho.

Nesse contexto, o Projeto Desafios da Soja busca auxiliar o agricultor, percorrendo as principais regiões produtoras do estado.  A missão é apresentar conteúdo jornalístico sobre as boas práticas agrícolas desenvolvidas e apontar soluções às dificuldades enfrentadas pelos produtores. O projeto tem o patrocínio da Dow e Bayer e é uma realização da Revista Destaque Rural.

 

 

 

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