Preço do suíno avança com boa demanda interna e externa

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O mercado brasileiro de carne suína encerrou a semana apresentando novos reajustes nas cotações, decorrentes da boa demanda tanto interna quanto externa. O analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, ressalta que a menor oferta de animais para abate é outro fator que ajudou no aquecimento dos preços.

Segundo levantamento de SAFRAS & Mercado, a média de preços pagos pelo suíno vivo na Região Centro-Sul chegou a R$ 3,80, um avanço de 2,95% em relação à semana passada, de R$ 3,69. A média de preços pagos pelos cortes de pernil avançou 3,0%, de R$ 7,47 para R$ 7,69. A média da carcaça, na mesma comparação, teve incremento de 3,5%, de R$ 6,45 para R$ 6,68.

Maia informa que, no entendimento dos frigoríficos, a demanda continua abaixo do esperado, considerando o período auge de consumo voltado às festividades de final de ano, embora a tendência seja de novos reajustes no curto prazo. “As exportações seguem em bom ritmo e serão essenciais para a formação dos preços da carne suína nos próximos meses”, ressalta.

No mês de dezembro, porém, os embarques já mostram sinais de desaquecimento frente a novembro, embora estejam maiores ante o mesmo período do ano passado. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior, as exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 25,7 milhões em novembro (7 dias úteis), com média diária de US$ 3,7 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 11,1 mil toneladas, com média diária de 1,6 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 2.323,60.

Em relação a novembro, ocorreu uma retração de 51,9% na receita, perda de 45,8% no volume e baixa de 11,3% no preço. Na comparação com dezembro de 2015, houve alta de 12,7% no valor total exportado, perda de 7,5% na quantidade total e valorização de 21,9% no preço médio.

A análise de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo foi cotada a R$ 86,00, ante os R$ 83,00 praticados na semana passada. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo subiu de R$ 3,12 para R$ 3,15. No interior a cotação passou de R$ 3,70 para R$ 3,85. Em Santa Catarina o preço do quilo subiu de R$ 3,16 para R$ 3,25 na integração. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 3,60 para R$ 3,80. No Paraná o quilo vivo passou de R$ 3,85 para R$ 3,98 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo subiu de R$ 3,28 para R$ 3,34.

No Mato Grosso do Sul a cotação passou de R$ 3,07 para R$ 3,10 na integração, enquanto em Campo Grande o preço avançou de R$ 3,25 para R$ 3,35. Em Goiânia, o preço aumentou de R$ 4,30 para R$ 4,40. No interior de Minas Gerais o quilo avançou de R$ 4,40 para R$ 4,55 e, no mercado independente mineiro, de R$ 4,10 para R$ 4,20. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis teve acréscimo de R$ 3,43 para R$ 3,60. Já na integração do estado a cotação passou de R$ 3,22 para R$ 3,30.

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