Farsul pede segurança e exige punição em incêndio de Sananduva

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15094899_1156156467796296_2844530697069768633_nA Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul manifesta sua apreensão e indignação com os fatos ocorridos em Sananduva. A queima de lavouras por um grupo de indígenas é a consequência de um quadro de tensão que domina a região há bastante tempo e já havia sido alertado pela Farsul. A entidade exige que seja garantida a segurança dos produtores locais e que os responsáveis sejam judicialmente punidos.

O presidente da Comissão de Assuntos Fundiários da Farsul e da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Paulo Ricardo Dias, destaca que, além do prejuízo financeiro, está a preocupação com a vida das pessoas. “Há muito vínhamos colocando a grave situação que existe na área e agora ocorre mais essa agressão aos produtores rurais. Além de uma perda considerável, eles estão retidos nas suas propriedades, proibidos de sair de casa e sem que ninguém possa entrar também”, informa. Ele lembra que ainda há a ameaça de que as próprias casas sejam queimadas.

Dias demonstra preocupação com o fato de até mesmo a Brigada Militar e os Bombeiros terem seus acessos impedidos. “Estamos levando, mais uma vez, às autoridades constituídas a necessidade de estarem presentes. O Estado não pode se ausentar, pois é preciso evitar uma situação de maior gravidade que é a questão da vida”, ressalta.

A Farsul já conversa com Polícia Federal, Secretaria de Segurança do RS, Ministério Público Federal e Ministério da Agricultura. O principal pleito é o aumento do efetivo policial na região e a identificação e punição dos responsáveis. “Não admitimos que grupos de qualquer etnia ou viés político ou ideológico venham causar esse tipo de prejuízo aos nossos produtores”, afirma o dirigente.

A Federação esclarece que o acontecimento não tem nenhuma relação com a questão agrária, que está sub judice. “O que existe lá é um ato de terrorismo de algumas poucas famílias indígenas que extorquem os produtores e que, neste caso específico, fazem uma represália à ação da Polícia Federal que foi cumprir mandato de prisão contra três indivíduos”, explica Dias.

Ele lembra que a região é predominantemente de pequenos produtores. “Imagina um produtor ver toda sua área queimada depois de todo investimento e suor do seu trabalho. O prejuízo é muito grande financeira e psicologicamente falando e nós estamos cobrando uma solução para esse cenário”, reforça o diretor.

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