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Capacidade de armazenagem agrícola fica em 166,5 milhões de toneladas no 1º semestre de 2016

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No primeiro semestre de 2016, houve uma redução de 1,3% no número de estabelecimentos ativos, que passaram de 7.918 no segundo semestre de 2015 para 7.818. A região Centro-Oeste foi a única que teve acréscimo (0,8%), enquanto a Região Nordeste teve a maior queda (6,7%), acompanhada da Sudeste (4,0%). Essas reduções ocorreram devido às atualizações cadastrais realizadas, nas quais foram retirados alguns armazéns convencionais que não faziam parte do âmbito da pesquisa, ou foram paralisados.

Apesar da diminuição no número de estabelecimentos, o total de capacidade útil disponível no Brasil para armazenamento, registrado no primeiro semestre de 2016, em estabelecimentos ativos na Pesquisa, foi de 166,5 milhões toneladas, 0,2% maior que no semestre anterior. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada aqui.

Com capacidade para 74,9 milhões de toneladas, silos predominam na rede armazenadora

Em termos de capacidade útil armazenável, os silos predominam no País, alcançado 74,9 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2016, um crescimento de 3,4%.

Na sequência, estão os armazéns graneleiros e granelizados, que atingiram 64,2 milhões de toneladas, apresentando aumento de 1,5%, reflexo da produção agrícola em expansão na Região Centro-Oeste nos últimos anos.

Os armazéns convencionais, estruturais e infláveis somaram 27,5 milhões de toneladas, uma queda de 9,8% em relação ao segundo semestre de 2015.

Apesar da queda de 12,4%, soja em grãos teve o maior volume estocado (23,7 milhões de toneladas)

Os maiores estoques registrados em 30 de junho de 2016 foram os de soja em grão, de milho em grão, de arroz em casca, de trigo em grão e os de café total, porém todos com queda em relação a mesma data do ano anterior.

A soja em grão aparece com maior volume (23,7 milhões de toneladas), apesar da queda de 12,4%. A produção de 2016 apresentou uma queda de 1,5%, devido a menor produtividade das lavouras (-4,1%).

O milho apresentou um estoque de 8,3 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 24,6%. Apenas as regiões Centro-Oeste (6,3%) e Norte (2,2%) aumentaram seus estoques.

Em 2016, o Brasil produziu 10,4 milhões de toneladas de arroz, uma queda de 15,5% em relação ao ano anterior (quase 2,0 milhões de toneladas). Para suprir a demanda, recorreu-se aos estoques, que sofreram uma redução de 24,3%, registrando 3,8 milhões de toneladas.

O estoque de trigo foi de 1,5 milhão de toneladas. A redução no volume foi de 39,9%, com variações negativas em todas as regiões. Pelo segundo ano consecutivo, a produção brasileira foi afetada pelo excesso de chuvas durante a fase final do ciclo das lavouras, o que provocou uma redução de 13,4%.

A produção de café em 2016 foi de 2,9 milhões de toneladas, um aumento de 11,0% em relação ao ano anterior. Porém, a maior parte desta produção ainda não havia sido colhida na data de referência da pesquisa. Os estoques decresceram 9,7%, reflexo de problemas climáticos enfrentados nas safras anteriores, que diminuíram a produção de café. Do total de 837 mil toneladas estocadas, 706.767 eram da espécie arábica e 130.243, canephora.

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