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Mercado suíno segue reagindo no Brasil, com demanda mais firme

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O mercado brasileiro de carne suína apresentou nova reação nos preços ao longo da semana, refletindo sinalizações de melhora na demanda. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, foi uma reação leve nos preços, mas que ajudou a levar a média de preços pagos pelo suíno vivo na Região Centro-Sul para R$ 3,54, um avanço de 0,47% em relação à semana passada.

O analista destaca que a expectativa agora fica com o consumo esperado para as últimas semanas do ano. “A expectativa dos frigoríficos é de que haja um incremento no consumo, por conta do recebimento do décimo terceiro salário e das tradicionais festividades de final de ano”, comenta. Para os próximos dias, contudo, a perspectiva é de uma movimentação mais comedida nos preços.

Ao longo da semana, levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços pagos pelos cortes de pernil avançou 0,1%, de R$ 7,30 para R$ 7,31. Já a média da carcaça, na mesma comparação, teve incremento de 0,2%, de R$ 6,22 para R$ 6,23.

Nas exportações, o desempenho verificado até a segunda semana de novembro foi positivo. De acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, as exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 63,9 milhões em novembro (8 dias úteis), com média diária de US$ 8 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 24,3 mil toneladas, com média diária de 3 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 2.629,80.

Em relação a outubro, ocorreu uma elevação de 20,1% na receita, ganho de 14,1% no volume e alta de 5,3% no preço. Na comparação com novembro de 2015, houve alta de 31% no valor total exportado, ganho de 10% na quantidade total e valorização de 19,1% no preço médio. “Se esse desempenho for mantido as exportações em novembro podem ser positivas, variando entre 50 e 60 mil toneladas”, sinaliza Maia.

A análise de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo foi cotada a R$ 76,00, sem alterações ante a semana passada. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo subiu de R$ 3,06 para R$ 3,08. No interior a cotação passou de R$ 3,52 para R$ 3,55. Em Santa Catarina o preço do quilo seguiu em R$ 3,13 na integração. No interior, a cotação teve alta de R$ 3,43 para R$ 3,45. No Paraná o quilo vivo passou de R$ 3,75 para R$ 3,77 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo seguiu em R$ 3,26.

No Mato Grosso do Sul a cotação passou de R$ 3,04 para R$ 3,05 na integração, enquanto em Campo Grande o preço passou de R$ 3,22 para R$ 3,23. Em Goiânia, o preço avançou de R$ 3,95 para R$ 4,00. No interior de Minas Gerais o quilo foi mantido em R$ 4,00 e, no mercado independente mineiro, a cotação seguiu em R$ 3,75. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis teve acréscimo de R$ 3,24 para R$ 3,28. Já na integração do estado a cotação continuou em R$ 3,15.

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