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Milho volta a ter quedas nas cotações com aumento da oferta

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O mercado brasileiro de milho teve uma semana de quedas nas cotações na maior parte das regiões de comercialização. As características se mantiveram, com a oferta crescendo por parte de tradings e de produtores, o que pesou sobre as cotações.

A forte alta do dólar contra o real no Brasil nesta quinta-feira (10), no cenário pós-eleição de Trump nos Estados Unidos, foi um fator importante no mercado, como destacou o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, mas ainda não teve maiores efeitos sobre o físico. Continuando firme, o dólar pode repercutir nas cotações do milho no Porto e naturalmente dar sustentação também no mercado físico.

No balanço semanal, o preço do milho em Campinas/CIF caiu de R$ 49,00 para R$ 39,00/39,50 a saca de 60 quilos. Na região Mogiana paulista, as cotações recuaram de R$ 36,00 para R$ 35,00. Em Cascavel, no Paraná, o preço baixou de R$ 35,00/36,00 a saca para R$ 33,00/34,00. Já no Rio Grande do Sul, em Erechim, as cotações baixaram de R$ 42,00/43,00 para R$ 42,00 a saca.

USDA

O relatório de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta semana, previu que safra 2016/17 americana deve atingir 15,226 bilhões de bushels, acima dos 15,057 bilhões previstos no mês passado. O número do USDA ficou bem acima dos 15,017 bilhões de bushels previstos pelo mercado. A produtividade média foi elevada de 173,4 bushels por acre para
175,3 bushels por acre, ante os 173 bushels por acre previstos pelo mercado. A área a ser colhida foi mantida em 86,8 milhões de acres.

Os estoques finais de passagem foram elevados de 2,320 bilhões de bushels para 2,403 bilhões de bushels, acima dos 2,291 bilhões de bushels previstos pelo mercado. As exportações foram mantidas em 2,225 bilhões de bushels. Já o uso de milho para a produção de etanol foi elevado de 5,275 bilhões de bushels para 5,3 bilhões de bushels.

A safra global de milho 2016/17 elevada de 1.025,69 milhão de toneladas para 1.030,53 milhão de toneladas. Os estoques finais foram projetados em 218,19 milhões de toneladas, acima das 216,81 milhões de toneladas indicadas em outubro e das 217,2 milhões de toneladas esperadas pelo mercado.

A estimativa de safra brasileira foi mantida em 83,5 milhões de toneladas. A China deverá produzir 216 milhões de toneladas, repetindo o número de outubro. A Ucrânia teve sua projeção elevada de 26 milhões de toneladas para 27 milhões de toneladas. A produção da Argentina foi mantida em 36,5 milhões de toneladas. A África do Sul teve a safra projetada em 13 milhões de toneladas, também sem alterações.

Em relação aos estoques finais da safra 2015/16, o USDA previu um volume de 209,4 milhões de toneladas, abaixo das 210,1 milhões de toneladas indicadas no mês passado e aquém também das 209,8 milhões de toneladas esperadas pelo mercado.

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