Preços do arroz mantêm comportamento lateral no final de outubro

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Apesar da recente valorização do real, que reduz o custo de importação, os preços domésticos do arroz seguem respeitando o suporte de R$ 49,00 pela saca de 50 quilos do grão em casca na média do Rio Grande do Sul, principal referencial nacional.

A saca gaúcha era cotada a uma média de R$ 49,26 no dia 27 de outubro, acumulando recuo de 0,71% em relação ao mesmo período do mês passado. Frente a igual período de 2015, a elevação ainda era de 21,58%, quando valia R$ 40,52 por saca.

Conforme o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, as forças de mercado permanecem equilibradas. “Sabendo que faltam cerca de quatro meses até o ingresso da safra nova, os produtores estão reticentes em aceitar preços mais baixos e só o fazem se há necessidade imediata de fazer caixa”, explica.

Essa posição do lado vendedor tem sua principal sustentação na alta necessidade de importação para que o consumo nacional seja atendido. “Com a produção cerca de 1,5 milhão de toneladas inferior ao consumo, estima-se que será necessário importar um volume que supere as exportações em pelo menos 800 mil toneladas”, pondera.

Até setembro, o saldo comercial era negativo em apenas 76 mil toneladas. “Ou seja, em apenas cinco meses esse volume terá que subir para 724 mil toneladas”, frisa Bento. Para que isso seja possível é necessário manter o mercado nacional atrativo ao produto externo. “Isso impede que os preços recuem de forma mais acentuada”, lembra. “Por outro lado, os compradores nacionais encontram dificuldade em competir com o produto externo e se coloca na defensiva”, acrescenta. Esse ajuste das pontas do mercado mantém o mercado estável desde meados do último mês de julho.

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